AS VIRTUDES HUMANAS


Virtude é um vocábulo cujo significado tem origem na Grécia antiga com a palavra areté (compreendida como excelência) e traduzida para o latim, Virtute, descrita como ”  o  conjunto de todas as boas qualidades morais” e, assim sendo, representa retidão moral, probidade, excelência moral.

As pessoas podem e devem ser avaliadas pela riqueza de suas virtudes. Não tanto no mundo atual, mas, enfim…

Em uma explicação mais simplista, sabe-se que a estrutura da nossa personalidade compreende, entre outros elementos psicológicos, uma gama de virtudes, subjetivas, mas possibilitadoras  de mudanças no comportamento dos indivíduos. As pessoas tornam-se mais elevadas, mais íntegras e mais humanitárias. Continuar lendo

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“Ser gentil para ser nota mil”


(O Poder da Gentileza)

Nos tempos atuais, em que já não se tem tempo para a realização de “coisas importantes”, falar de gentileza parece, principalmente, aos homens perda de tempo ou virtude somente para as mulheres.

Segundo se sabe, todavia, gentileza significa, na verdade, fidalguia, amabilidade,  cortesia, bom tratamento dispensado às outras pessoas.

Por mais endurecidas que as pessoas se mostrem, no íntimo, todo mundo gosta de receber um elogio; um abraço cordial, um telefonema inesperado com palavras amigas, um sorriso de afeto fazem “milagres” e denotam por parte de quem os faz uma elevação moral e espiritual. Continuar lendo

O Ócio


Segundo o Dicionário Brasileiro Globo, da Editora Globo, em sua 56ª edição, o têrmo significa: “descanso; repouso; vagar; folga; preguiça; mandriice; ociosidade”.

Ao ouvirmos a palavra, parece-nos tratar-se de indolência, “estar sem nada fazer”, “ficar no bem bom”. Falso engano!

Que o diga o sociólogo italiano Domenico De Masi quando afirma: “o futuro pertence a quem souber libertar-se da idéia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre, com o estudo  e com o jogo, enfim, com o ócio criativo”.

Não nos enganemos, todavia, porque o ócio (saiba mais aqui) para nós é um conceito que tem um sentido negativo; pode ser muito bom mas é necessário que estejamos abertos ao entendimnto do sentido da palavra.

Ociosidade pode ser compreendido como improdutividade; ociosa pode ser a pessoa que não trabalha, que vive de caridade ou às expensas de outra; um “peso morto” para a sociedade.

Todos sabemos que, durante a revolução industrial, a sociedade moderna não só permitiu como incentivou que milhões de pessoas em todo o mundo privilegiassem o corpo quando os operários, nas linhas de montagem, utilizavam somente as mãos e os pés em detrimento do cérebro que é o órgão mais próximo da realidade humana e da “virtualidade” divina.

Não se pensava, até porque o trabalho era automatizado, e com isso criou-se o tédio salvando-se alguns ao pensarem na família, na namorada, na briga com alguém, etc. Mas isso era perigoso porque levava à distração ocasionando, muitas vezes, perda de tempo e, principalmente, acidentes no trabalho.

Daqui até nossos dias, já conhecemos avanços em todas as atividades humanas. Mas, também, maiores disputas no mercado de trabalho. Disputas entre sexos; métodos absurdos para a utilização do tempo; a tecnologia tomou o emprego das pessoas; trabalho, eminentemente, feminino como o de telefonistas foi substituído pelas centrais telefonicas

É melhor parar. Tudo isso e muito mais é de conhecimento e teses de estudos dos administradores públicos e privados, economistas e tantos especialistas dos dias atuais.

No entanto, nada impede que relembremos as palavras de Bertrand Russell: (Quero dizer, com toda seriedade, que muitos malefícios estão sendo causados no mundo moderno pela crença no caráter virtuoso do TRABALHO, e que o caminho da felicidade e da prosperidade é a sua redução organizada).

Anomia


Palavra de origem grega composta por:

a = ausência, falta, privação, inexistência;

nomos = lei, norma.

A etimologia da palavra quer dizer, falta de lei ou ausência de norma de conduta.

José Bleger, autor do livro “Psicanálise e dialética materialista” (1958), ressalta nos idos de 1963 que Anomia é “um estado de desorganização social em que os indivíduos se sentem incapazes de integrarem-se em relações sociais, têm o sentimento de viver uma vida vazia, de não serem felizes (…)”. Continuar lendo