REFLEXÕES


Facebook fechado, bloqueado. De repente, facebook aberto… mensagens !? Se vê “amigo comum” (“já desaparecido” ?), orações, devidamente endereçadas a alguém.

Julgamentos da própria consciência; conceitos, pré-conceitos. E aí pessoas esquecem que nem sempre o que nos passaram é verdadeiro. Muitas informações advêm dos pais, familiares, amigos e, na maioria das vezes, são fruto do imaginário popular. Jogá-las, simplesmente, para o alto por que não têm valor ? Claro que não.

Deve-se, todavia, avaliá-las, analisá-las com a mente aberta. Tirando as vendas dos olhos e as teias de aranha que “oprimem” o cérebro e embotam a consciência. Viver; morrer. Juventude; velhice. Disse, assim, um sábio: ” se não soubesses quantos anos tem, qual seria tua idade ?”. Idade cronológica. Conheço jovens que são velhos e velhos que são jovens.  

Muitas pessoas se colocam na posição de Deus quando acreditam que algo ou alguém terá um fim próximo porque essa coisa ou essa pessoa já tem bastante tempo de história. Ledo engano. A vida é bela e só fenece para aqueles que não acreditam, realmente, em Deus. Então, é melhor viver de forma atribulada por longo tempo do que viver feliz por pouco tempo (?).

Como viver feliz com alguém quando se quer escamotear a verdade bloqueando informações contidas nos “facebooks” da vida ? Privacidade ? Como dizem, ridículo !! Conversar com alguém sem que outra pessoa saiba porque não é conveniente ? Isso não é lealdade, não é fidelidade. Quem faz isso, faz porque, provàvelmente, quer continuar mantendo amizade com “amigo comum” que não tinha “importância”.

Verdade é a pessoa “de peito aberto” enfrentar o mundo por alguém. Verdade é assumir que foi engodo; que não foi verdadeiro. Quem assim procede deve assumir o risco de, mais cedo ou mais tarde, ter a máscara caída diante da inexorável realidade da tristeza do julgamento de outrem (mesmo que isso não tenha tanta importância). Que se queira que o tempo retroceda é, no mínimo, falta de juízo de valor adequado. Que se mate o casulo antes da borboleta mostrar sua extraordinária beleza é, talvez, o embrião de uma “sacrossanta” ignorância (?!?). Não, não creio.

Admitir que  se queira, verdadeiramente, alguém é o princípio de querer bem; de sentir vontades, de estreitar laços, de estar presente, mesmo, com as distâncias geográficas. O resto é balela e “o pior cego é aquele que não quer enxergar”. Porém, um dia a luz se faz presente e a escuridão desaparece e, nesse momento, lá no fundo o arrependimento vem, mas já é tarde. A sombra já não existe mais. O inverno chegou e as sementes começam a germinar para brotarem com mais vigor em uma primavera florida com as mais diversas nuances e matizes das flores a exalar o perfume de uma nova aparição.

Que tais reflexões possam ajudar pessoas que se deparam com obstáculos “intransponíveis” (que estão dentro de si mesmas) e facilitem análise mais apurada dos acontecimentos de sua vida. Quem sabe a saudade não seja tão dolorida para outras pessoas. Deus é tudo !

Pessoas vem, pessoas vão. Cabe, a cada um, saber separar “o joio do trigo”. Ninguém tem culpa dos problemas de outras pessoas. Nós, enquanto, psiquiatras, sabemos como é difícil para essas pessoas admitirem suas verdades. Até porque ninguém muda alguém; só quando a pessoa deseja e quer essa mudança.

Mais uma vez, ressalto : que estas poucas e despretenciosas linhas possam ajudar alguém. Se não conseguir o intento de proporcionar reflexão que, pelo menos, seja perdoado pela falta de um conhecimento mais apurado sobre o assunto.

 

Anúncios