SER OU NÃO SER


O “velho” Shakeaspeare tinha razão ao escrever “To be or not to be”.

Aí, eu me confundo com “tantas coisas maravilhosas” acontecendo ao meu redor. Fazer o jogo da maioria e me tornar “moderno”: desrespeitoso às normas, regras sociais; falta de respeito aos pais e às autoridades (apesar de algumas não merecerem o mínimo respeito); não acreditar na ordem institucionalizada; não evidenciar, constantemente, o valor das virtudes humanas ? Ou, por outro lado, “esquecer” a modernidade e continuar sendo retrógrado, ultrapassado, jurássico e, por conseguinte, distanciado dos “centros de poder” ? Até porque “quem não é visto não é lembrado”.

Aceitar os “valores” atuais é difícil para quem não está aberto às mudanças sociais. Aceitar essas mudanças é fácil desde que elas não sejam patológicas e/ou destruidoras da vida com qualidade. Porque determinado veículo de comunicação (jornal, rádio, televisão, internet, etc.) diz que algo ou alguém é bom eu sou obrigado a aceitar esse fato sem análise, juízo de valor ? Porque alguém lança determinado visual eu sou obrigado a aceitar só porque todo mundo aceita ? Porque determinado comportamento é “modismo” eu devo me comportar da mesma maneira ?

Durante recente viagem fluvial eu vi e ouvi algumas adolescentes trocarem informações e fiquei estarrecido (não por falso moralismo ou ingenuidade o que não condiz mais com a minha idade) com o vocabulário empregado em que de dez palavras pronunciadas quatro, no mínimo, eram pornofonias ou de vulgaridade acentuada. Modernismo ? Não sei. Só sei que “doeu”ouvir tal palavreado.

O pior de tudo, no meu entender, foi ouvir tais comentários em tom bem elevado a ponto de incomodar outras pessoas, até jovens, que pediram mais respeito ao ambiente. Claro que não fomos atendidos nesse pedido e, mais ainda, olhados como se fôssemos de outro planeta. Enfim, parece a mim que estão confundindo liberdade com libertinagem.

Fico triste e decepcionado quando vejo pessoas trabalhando em organizações hospitalares, por exemplo, sem o devido cuidado com o uso do uniforme e sem o respeito aos colegas e superiores numa clara demonstração da anomia que existe, atualmente, nas relações sociais e trabalhistas. Por serem desprovidas de elevação espiritual, principalmente, essas pessoas se sentem magoadas quando chamadas à atenção e revoltadas com quem “ousa” tomar tal atitude. Convenhamos !

Estarrecido eu fico quando sei que algum “idiota” se utiliza de determinado cargo ou “carguinho” para assediar pessoas com o intuito degradante de se locupletar com atitude mesquinha, primitiva, corrupta, doentia. Além de incapaz profissionalmente um indivíduo que procede assim demonstra um transtorno psiquiátrico evidente em que sua tara deveria ser tratada em consultório apropriado.

Chega ! Basta ! Vão se tratar com quem de direito.

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