CONFLITO


Diz o adágio popular que “duas pessoas só brigam quando as duas querem !”

“O atributo do Criativo é a força, o do Abismal é o perigo, a astúcia. Quando a astúcia tem a força diante de si há conflito.”

Quando uma pessoa julga estar correta em seus pontos de vista (desde que avaliados com coerência) e encontra 0p0sição (radical, principalmente) ocorre o conflito. Convém lembrar que quando não se tem convicção de se estar certo a oposição permite o aparecimento da astúcia.

Se estamos envolvidos em um conflito devemos compreender  que a melhor solução para a resolução do problema está em uma lúcida e firme prudência que possibilita a conciliação e nos leva ao encontro do oponente. Não podemos esquecer que nossos direitos e deveres precisam estar bem definidos e nossas orientações espirituais devem estar convergentes a fim de que a causa do conflito seja eliminada, antecipadamente.

Quando aumentam os desentendimentos há o crescimento da intranquilidade e, por conseguinte, a possibilidade de novos conflitos. Não é preciso culpar-se uns aos outros. Pelo contrário, manter a serenidade é o propósito maior para se chegar a uma solução do problema. As réplicas de ofensas só levarão à desestruturação dessa relação. Seriedade e cautela são pilares que consolidarão a estrutura da compreensão e do discernimento.

Proceder como os dois asnos que olham em direções opostas sem observar que o feno está ao redor é, no mínimo, estupidez. Manter pontos de vista doentios (“nasci assim, vou morrer assim”, por exemplo) é insensatez que leva à desorganização das relações interpessoais – pela visão míope de um dos interlocutores – e consolida o afastamento das pessoas envolvidas no conflito.

Pedir desculpa é um ato de humildade, reconhecer o êrro é ato de grandeza. Dizem que “só os  mais fortes perdoam”. Mais fortes de amor, de elevação espiritual, de compreensão. Eleva a auto-estima, permite o bom humor, leva a pessoa a um patamar de alegria, de conquistas e superação.

Recuar não é desonra, é sabedoria. É mudar a atitude e encontrar a paz em perfeita harmonia com a lei natural e eterna. È preciso ser poderoso mas, também, justo para prevalecer o que é correto. É aceito que aquele que tiver razão encontrará suprema boa fortuna.

Fonte : I Ching – O Livro das Mutações

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