Ser humano ou réptil ?


Segundo os neurocientistas o cérebro humano tem três unidades distintas e interconectadas entre si :

° arquipálio, também chamado de cérebro primitivo, composto pelas estruturas do tronco cerebral : bulbo, cerebelo, ponte e mesencéfalo, pelo globo pálido e bulbos olfatórios.

É o cérebro dos répteis,  chamado de complexo R pelo neurocientista Paul McLean.

Responsável pela autopreservação; onde se situam os mecanismos de agressão, de comportamento repetido, das reações instintivas; de ritualismo, quando o animal visa marcar posições hierárquicas no grupo e, por conseguinte, delimitar o seu território;

° paleopálio, composto pelas estruturas do sistema límbico e se diz pertencer aos mamíferos inferiores. Seria responsável pelas funções afetivas; emoções e sentimentos (ira, pavor,ódio, paixão, amor);

° neopálio (não vamos tecer comentários sobre ontogenia e filogenia) é o chamado cérebro superior ou racional. Nessa estrutura, encontra-se o neocórtex; responsável pelas tarefas intelectuais (leitura, cálculo matemático, escrita) e é, segundo especialistas, o gerador de idéias.

Paul McLean chama essas três estruturas de computadores biológicos.

Em 1937, o neurocientista James Papez explicou que a emoção não é função de centros cerebrais específicos e sim de um circuito que ficou conhecido como Circuito de Papez.

Explicações neurocientíficas à parte o que nos chama a atenção é o fato de que, nos dias atuais, em pleno século XXI, o ser humano esteja, talvez, em sua grande maioria, ainda, usando somente o seu arquipálio.

O comportamento humano, provavelmente, devido às condições modernas de existência, parece-nos eivado de reações instintivas, de mecanismos de agressão em que, em sua plena condição,  se tira a vida de outrem pura e simplesmente por um olhar dirigido de maneira inadvertida.

Por quê “condições modernas de existência”? Essas situações não aconteciam no passado ? Claro que sim ! Não dessa magnitude, talvez.

O que volto a enfatizar, novamente, é que com todas as condições de “inteligência científica” do ser humano nos tempos atuais não vislumbro dias de paz, de compreensão, de amor entre os povos da Terra. Não é regra geral, felizmente !

As condições modernas de vida não permitem mais reuniões em família, a não ser em alguns eventos de necessidade “social/publicitário”; as refeições são feitas longe de casa e às pressas sem a devida consistência calórica; o tempo perdido no trânsito leva as pessoas à exaustão física e mental (“não dá para sair de casa mais cedo”); as relações superficiais e, até, hipócritas no trabalho não contribuem para um aprimoramento bio-psico-social e espiritual do ser humano; o lazer desbragado, confundido com hedonismo, enseja as mais diversas nuances de condutas extemporâneas sobre “amor” e sexo sem compromisso.

Por isso, quase sempre, em analogia, me lembro de A Metamorfose, de Franz Kafka.

Sondas e veículos espaciais mas, também, crianças morrendo por inanição, por doenças infecto-contagiosas, por doenças “veiculadas” pela água e por falta de esgotos e saneamento básico.

Aparelhos eletro-eletrônicos mas, também, armas as mais “modernas” que disparam centenas de projéteis por segundo; brinquedos que, maravilhosamente, “ensinam” as crianças a disputar, a lutar, a “se defender”; jogos eletrônicos “educativos” que “aprisionam” as crianças ao computador (os pais têm muita dificuldade para evitar a compra e o que é pior, evitar o “vício”).

Comunicação ao vivo, em tempo real, entre os povos da Terra e, infelizmente, quase que, em sua totalidade, composta de futilidades e de informações maledicentes, pejorativas, agressivas à boa conduta e doentias.

Como em uma transfiguração em Hamlet, de Shakespeare, “será um punhal que vejo apontado em minha direção ?” ou, ainda, como na Espada de Dâmocles “é isso que desejo ?”

Cabe a cada um de nós escolhermos o legado que queremos deixar para os nossos netos.

Ou, também, os levaremos para o precipício ?

Rio de Janeiro


Alô, alô, Rio de Janeiro… Cidade que nos seduz… Cidade Maravilhosa.

Estado de tantas belezas naturais e habitado por um povo de fé e de força inquebrantáveis. Que trabalha, que se diverte e que ama sua vida. Estado de pessoas que já deram tantas glórias ao nosso país; Estado de pessoas pujantes, determinadas, fortes e varonis.

Povo carioca, vocês não estão sós. Todo o Brasil está contigo nesse momento tão difícil, minha gente. Não podemos sentir a tua dor mas podemos nos solidarizar, podemos nos irmanar, podemos dizer que nós te amamos, povo do Rio de Janeiro.

Não podemos sentir a dor de cada um que se viu envolvido nessa tragédia que consterna todo o nosso país e, também, as pessoas de todo o nosso planeta, temos certeza! A dor é de cada um de vocês, a solidariedade é de todos nós.

Consternação, lágrimas, dor, saudade. Revolta até, muitas vezes. Mas, nada vai abalar a fé desse povo de muitas lutas no nosso Deus maravilhoso.

Que Jesus continue a abençoar os nossos irmãos e que as nossas preces sejam um elo na cadeia de desejos de aceitação e de vontade de um revigoramento espiritual dessa brava gente carioca.

Força, meu povo; para a frente, Rio de Janeiro. Nós te amam0s.

Reflexões


Ajuda

Um menino pequeno estava se esforçando para mover um pesado armário, mas o móvel não cedia. Ele empurrava e puxava com toda sua força, mas não conseguia movê-lo nenhum centímetro. O pai, que ali chegava, parou para observar os esforços vãos do filho. Finalmente perguntou:
“Filho, está usando toda a sua força?”
“Sim, estou!” gritou o garoto, exasperado.
“Não”, disse calmamente o pai, “você não está. Não me pediu para ajudá-lo.”

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Os navios e a vida

Certa vez, um homem sábio foi às docas para observar os navios entrarem e saírem do porto. Percebeu que, quando um navio saía para o alto mar, todas as pessoas no cais festejavam e desejavam boa viagem. Enquanto isso, um outro navio entrou no porto e atracou. De maneira geral, foi ignorado pela multidão.

O sábio dirigiu-se às pessoas, dizendo: “Você estão olhando as coisas ao contrário! Quando um navio parte, não se sabe o que virá pela frente, ou qual será o seu fim. Portanto, na verdade não há motivo para celebrar. Porém quando um navio entra no porto e chega ao lar em segurança, este é um motivo para fazê-los sentir alegria.”

A vida é aquela viagem e nós somos o navio. Quando nasce uma criança, festejamos. Quando uma alma volta para casa, pranteamos. Porém se víssemos a vida na terra da mesma maneira que o sábio via o navio, talvez pudéssemos dizer: “O navio terminou sua jornada, enfrentou as tempestades da vida, e finalmente entrou no porto. E agora está seguro em casa…

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Ter e Ser

Um pai, em uma situação muito confortável de vida, resolveu dar uma lição a seu filho ensinando o que é ser pobre. Ficaria hospedado por alguns dias na casa de uma família de camponeses. O menino passou três dias e três noites vivendo no campo.
No carro, voltando para a cidade, o pai lhe perguntou: “Como foi sua experiência?” “Boa.” respondeu o filho, com o olhar perdido à distância.
“E o que você aprendeu?”, insistiu o pai.
O filho respondeu:
“Que nós temos um cachorro e eles têm quatro. Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até metade do nosso quintal. Eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde têm peixinhos e outras belezas. Que importamos lustres do Oriente para iluminar nosso jardim , enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los. Nosso quintal chega até o muro.
O deles chega até o horizonte. Compramos nossa comida e esquentamos em microondas, eles cozinham em fogão à lenha. Ouvimos CD’s, Mp3, eles ouvem a sinfonia de pássaros, sapos, grilos, tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho trabalhando sua terra. Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes… Eles vivem com suas portas abertas, protegidos pela amizade de seus vizinhos. Vivemos conectados ao celular, ao computador, sempre plugados, neuroticamente atualizados. Eles estão “conectados” à vida, ao céu, ao sol, à água, ao campo, animais, às suas sombras, à sua família.”

O pai ficou impressionado com a profundidade de seu filho e então o filho terminou: “Obrigado, pai, por ter me ensinado o quanto somos pobres! “
Nós temos olhos para enxergar, ouvidos para escutar, mas falta a humildade em nossa mente e coração para poder sentir.

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Sabedoria


Como mudar o mundo

Era uma vez, um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas.

Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali, atrapalhando-o. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar uma maneira de entretê-lo no laboratório. Foi, então, que reparou num mapa do mundo que estava na página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao filho:

– Filho, você vai me ajudar a consertar o mundo! Aqui está o mundo todo partido. E você vai arrumá-lo para que ele fique bem outra vez! Quando você terminar, me chame, ok?

O cientista estava convencido que a criança levaria dias para resolver o quebra-cabeças que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:

– Pai, pai, já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!

O pai não queria acreditar, achava que era impossível um miúdo daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeças de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.

– Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que, do outro lado da página, havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para eu consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem; virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.

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Perplexidade


Em Medicina quando uma doença não tem causa bem definida fala-se de “doença idiopática”. Uma situação que incomoda bastante os médicos porque, muitas vezes, trabalham “no escuro”.

E incomoda, mais ainda, porque a Ciência não tem explicações determinantes concernentes à essa ou àquela doença. Aquilo que não é explicado cientìficamente não existe ?!. A Ciência já explicou tantas coisas !

Todavia, continuamos agressivos, violentos, irritados, incompreensivos, ansiosos, deprimidos, medrosos, arrogantes, prepotentes, hipócritas, dissimulados, etc., etc.

Psiquiatras, psicólogos, sociólogos, antropólogos, juristas, pedagogos, religiosos  e tantos outros têm as mais diversas explicações sobre essas condições humanas. Não acho pertinente tecer comentários, neste momento, sobre tantos trabalhos discutidos e publicados pelas mais altas autoridades sobre esses diversos assuntos não só pela falta de conhecimento total apropriado como pela falta de espaço adequado à essa discussão.

As pessoas não mudam, dizem uns;  nasci assim e vou morrer assim, dizem outros. Não consigo mudar; as pessoas é que estão erradas e não eu; não tenho que dar satisfação a ninguém; determinadas situações são coisas do passado; se não for do jeito que eu quero não aceito; essa situação (por exemplo, solidariedade, respeito, etc.) não é problema meu; não tenho nada a ver com isso, te vira. É melhor parar por aqui!

Mandamos sondas para o espaço sideral; vemos, ouvimos fatos e acontecimentos em qualquer parte do planeta e até fora dele em tempo real; sentimos emoções as mais diversas veiculadas nos vários meios de comunicação “em respeito à sociedade que deve saber de tudo”; nos comunicamos com quem conhecemos e até com desconhecidos através das diversas “redes sociais”; comandam nossa vida financeira nos permitindo utilizar determinados valores pecuniários em benefício de “nossa segurança”; nos causam constrangimentos com cobranças extemporâneas e nos pedem, simplesmente, desculpas  “se esses pagamentos já foram efetuados”; pagamos impostos, taxas, emolumentos, etc. para que esses valores sejam investidos em “benefício da comunidade”. É nosso direito constitucional termos casa, moradia, saúde, educação, segurança. Ah, meu Deus !

Aceitamos ser vilipendiados em nosso íntimo com trabalhos desgastantes e salários miseráveis “porque se assim não fizermos, existem milhares para nossos lugares”; nos chamam de “colaboradores” até enquanto estivermos aceitando todas as determinações trabalhistas; somos respeitados em nossos direitos desde que saibamos “aceitar” os dos outros.

Há pessoas que julgam como se fossem “donas da verdade”; que se intitulam, por suas ações, intrépidas defensoras “dos mais fracos e oprimidos”; que se arrogam ao direito de interpretar os fatos e acontecimentos sob sua visão borrada pela vaidade, pela arrogância, pela prepotência e, muitas vezes, pela falta de higidez mental.

Como diz a hiena de um desenho animado : “Oh, vida. Oh, Deus”.

São pessoas que pensam saber tudo e, na verdade, nada sabem a respeito da vida. São pessoas que se julgam dotadas de conhecimentos técnicos de suas funções e, por isso, quase sempre, se mostram intoleráveis no tratar com outras pessoas.

Trazem consigo para seus lares, trabalho e lazer suas frustações, seus sentimentos de culpa, de superioridade e de inferioridade adquiridos em suas relações parentais de tenra infância;  não conquistam, controlam; não comandam, ordenam; utilizam-se de seus pseudo-poderes para amedrontar, humilhar, coagir, denegrir a tudo e a todos.

São pessoas insatisfeitas consigo mesmas e por esse motivo insatisfeitas com o mundo. São elas e o mundo e não o mundo e elas. Não compreendem, não toleram desobediência às suas ordens. Se julgam  incapazes de cometer erros e mesmo quando isso acontece são incapazes de pedir desculpas ou de aceitar o erro com humildade.

Mudar ?! É TÃO DIFÍCIL ASSIM ?!

Então, tudo é negativismo, pessimismo, doentio ? Não, ainda bem que não.

Existem pessoas altruístas, voltadas para o seu bem-estar mas, também, o de seus semelhantes. Pessoas desprovidas de vaidade, de rigidez nas suas interpretações do cotidiano da vida humana. Que definiram seus anseios como mecanismos de ajuda ao próximo.

Que idealizaram sua existência ajudando, compreendendo outras pessoas. Que foram e são  capazes de ajudar nações. Que, como religiosas, sabem que o Deus verdadeiro é o Deus do Novo Testamento e não o Deus do “olho por olho, dente por dente”, do Velho Testamento.

“Olho por olho e a humanidade ficará cega”, disse Gandhi.

Para finalizar, cito, mais uma vez, a minha frase : “eu prefiro boas pessoas do que bons técnicos, porque boas pessoas  poderão sempre ser bons técnicos mas, muitas vezes, bons técnicos jamais serão boas pessoas”.

O errado é que está certo


Meu velho, quando vivo, nos dizia que haveria de chegar o dia em que o errado estaria certo.

Garoto ainda eu, na maioria das vezes, não compreendia seus vaticínios. Ouvia e guardava suas palavras; sempre fui um bom ouvinte. À medida que o tempo passava e eu procurava buscar mais informações sobre a vida também ficava impressionado com o conhecimento leigo (meu pai não frequentou faculdades) adquirido pela experiência do seu existir.

As pessoas, atualmente, comprometidas quase que sòmente com seu bem-estar material aceleraram suas atividades laborativas e por isso recebem “por necessidade” um volume grandioso de informações muitas das quais sem o valor apropriado para o engrandecimento intelectual, mental, espiritual.

São informações veiculadas nos diversos meios de comunicação (hoje, se fala mídia) sobre  as futilidades de “astros e estrelas”, sobre “os casamentos do ano”, sobre crimes mais hediondos, sobre discriminação, preconceitos, sobre as mais diversas “liquidações” de produtos, sobre guerras e pendengas entre nações, sobre “fashion” (será que todas as pessoas sabem o seu significado ?), sobre a “última moda”, sobre situações que estão “bombando”, etc.

Trabalha-se, na informática, principalmente, com as mais variadas “ferramentas”;  reune-se, no trabalho, nas mais  diversas “oficinas”; é bom encontrar-se com pessoas para desfrutar de uma agradável “happy hour”; participar de eventos “rave”; fazer “check-in” em suas viagens ou “up-grade” nas várias situações, etc.

Ser educado, nos dias de hoje, é confundido com homossexualismo (ainda, se emprega esse termo ? e, por favor, não sou eu quem assim se expressa) ou com religiosidade (esse “cara” é pastor:sic); ser afetuoso com os pais ou com outras pessoas é ultrapassado (como se diz, hoje?); estudar demais nem pensar (as pessoas que assim procedem não são bem vistas); som em veículos só é bom quando bastante alto (não interessa em qual local, horário ou quem esteja ao lado); etc., etc.

Os tempos mudam, as pessoas mudam, claro. Mas, essas mudanças são saudáveis ? Melhoram, de maneira autêntica, as relações interpessoais ? Permitem que as pessoas se encontrem a si mesmas ? Ou, sem juízo crítico, servem, apenas, como massa de manobra daqueles que, àvidamente, buscam lucros, poder pelo poder ?

Será que tudo isso fazem porque, realmente, querem fazer ou “porque todo mundo faz ?”. As pessoas vão aos eventos porque querem ou “porque todo mundo vai ?”. Falam estrangeirismos porque sabem seus significados ou “porque é moderno ou elitista ?”.

Esse “cara” é xenófobo, retrógrado, ultrapassado, dirão alguns. Não teve infância, adolescência, apregoarão outros.

Acredito, todavia, que tudo isso poderia ser feito se fosse de maneira autêntica, saudável. E, se por acaso, assim estiver acontecendo quero tirar as vendas dos olhos e enxergar com clareza o que se passa em minha volta.

Mas, segundo eu soube, em Portugal não se compra “mouse” e sim rato para computador. Prefiro falar um bom Português dentro do Brasil do que “arranhar” um outro idioma. Não acho correto se usar palavras ao contrário, por exemplo, “oivan” em vez de navio (algum sinal de esquizofrenia ?).

Como dizem ou diziam os mais jovens “essas coisas não fazem a minha cabeça” e, sendo assim, prefiro tê-la sadia, com plena higidez mental. Essas “coisas” não são “a minha praia”.

Em um mundo em que tudo é permitido, porque é permissivo, acredito que os valores baseados em princípios deveriam fazer parte do cotidiano das pessoas.

Que as redações fossem corrigidas com critério e que “tu fizesse, tu vai, tu fez, tu falou, etc,” não fizessem parte das conversações pessoais.

O mundo e as pessoas mudaram ou eu, realmente, estou na idade da pedra ?

Paradigma do Amor


Acordei, abri a janela e busquei visualizar as mudanças ocorridas na passagem de um ano para outro. As árvores, as casas, ruas e avenidas permaneciam nos mesmos lugares, graças a Deus.

Desde criança eu ouço que “o mundo está mudado”. Eu ouço que ” o trânsito está maluco”. Que o comércio faturou alto, que a indústria bateu recordes de produção, que a agricultura teve safras maravilhosas, que os serviços estão se “modernizando”, que a superespecialização profissional é o atributo maior do “mundo de hoje”, etc., etc.

Todavia, percebo, sinto, leio, vejo que, infelizmente, e apesar de todas as leis, os delitos aumentaram em sua constância e intensidade. Roubos, furtos, homicídios, crimes de toda natureza. Continuar lendo