Epilepsia (s)


Conhecida desde os tempos mais antigos da humanidade, a epilepsia na antiga Babilônia não permitia que pessoas portadoras dessa “doença” contraíssem matrimônio com o argumento de que eram possuídas pelo demônio. Era considerada na Idade Média uma doença mental e contagiosa cuja visão perdura até hoje nas pessoas que não têm informação correta sobre o assunto.

O conceito “moderno” sobre o tema começou na metade do século 19 quando o Dr. Hughlings Jackson, um médico escocês, disse: “epilepsia é uma descarga ocasional, súbita, maciça, rápida e local da massa cinzenta do cérebro”.

Atualmente, ” a epilepsia não é mais considerada uma moléstia e sim um sintoma de atividade elétrica cerebral perturbada, causada por uma ampla variedade de distúrbios”. Ela é caracterizada por descargas elétricas transitórias que ocorrem com ou sem convulsões; são crises de ocorrência periódica.

Apesar de todo o avanço da Medicina, ainda se ignora a patogênese especial do distúrbio cerebral funcional, paroxístico, em que se baseiam os ataques epilépticos.

Essas crises ocorrem em qualquer idade sendo que 75 a 90% das pessoas portadoras de epilepsia experimentam sua primeira crise antes dos 20 anos de idade.

Suas causas são atribuídas às condições metabólicas (período neonatal), meningite, encefalite, abcessos (na infância), traumatismo craniano, tumores cerebrais, moléstias cérebrovasculares (em adultos jovens e adultos).

Sabe-se, então, que a epilepsia “é um conjunto de distúrbios, todos caracterizados por descargas neuronais excessivas, paroxísticas; esses distúrbios variam tão amplamente (desde os dificílmente notados lapsos momentâneos de atenção ou conservação na “ausência”, até as convulsões tônico-clônicas das crises tipo grande mal que se fala em epilepsias”.

Uma nova nomenclatura classifica as crises epilépticas em:

A. crises parciais (localizadas)

a. simples      (sem perturbação da consciência)

b. complexas (com perturbação da consciência)

B. crises generalizadas (simétricas nos dois hemisférios cerebrais)

a. pequeno mal                    ausências

b. motor menor                   mioclônica

c. grande mal                         tônico-clônica

d. ataques de queda           espasmos infantis, atônica

C. status epilepticus (são crises parciais ou generalizadas prolongadas, sem recuperação entre os ataques).

continua…..

Anúncios