A casa que não serve para nada


Um pobre mendigo bateu um dia à porta de uma casa para pedir um pedaço de pão, porém o dono do lugar o recebeu com agressividade :

– Como é que você quer que eu arrume pão para você? Achas que minha casa é uma padaria ?

– Então me dê um pouco de toucinho.

– Que eu saiba, não tem na frente de minha porta uma placa indicando que aqui é um açougue.

– Me dê ao menos um punhado de farinha…

– Onde é que você está vendo as pás de um moinho ?

– Então um simples copo de água.

– Isso aqui também não é um rio.

Então o mendigo baixou as calças e fez tranquilamente suas necessidades na frente da porta.

– Mas o que é que você está fazendo aí ? – berrou o dono da casa,  indignado.

– Se não tem nada para beber nem para comer, como é que alguém pode viver aí ? Então deduzi que isso aqui é uma ruína, própria para servir de sanitário.

Conto do poeta místico persa Rumi (1207-1273)

Discutindo filosofia

Aí está uma resposta bem dada! O que uma pessoa incapaz de uma caridade e de uma partilha merece ? Será que é mesmo digna de ser chamada de ser humano ?

Fonte : Fábulas filosóficas, Michel Piquemal e Philippe Lagautrière, Companhia Editora Nacional.

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Gestão de Recursos Humanos


continuação…

Efeitos negativos dos conflitos

° desviam a atenção dos objetivos da organização

° tornam a vida na organização uma eterna derrota (“perdedores habituais”)

° o gerente é visto como árbitro parcial (favorecendo grupos em detrimento de outros)

° propiciam sabotagens internas na organização

° percepção de estereótipos (perdedores, ganhadores, culpados, inimigos, etc)

Efeitos positivos dos conflitos

° bons elementos de socialização na organização

° ajudam a equilibrar as relações de poder dentro da organização

° propiciam a formação de alianças

Os conflitos permitem perceber quando as relações estão desgastadas e/ou quando as normas da organização estão se tornando desatualizadas ressaltando a necessidade de novas políticas em diferentes áreas. Mas, também, os conflitos permitem a possibilidade do aparecimento de novas lideranças na vida organizacional.

No serviço público, seria de muita importância trabalhar a noção de objetivos comuns mas a realidade mostra que nem sempre esse trabalho é bem sucedido no âmbito das organizações governamentais.

Compromisso

Apesar de quase todos os gerentes do setor da saúde e autores de trabalhos sobre o tema em foco falarem e mencionarem os funcionários da área como destituídos de compromisso com o sistema, com seu trabalho e com sua organização resta saber se esse comportamento é exclusivo da área da saúde.

O compromisso é visto, às vezes, como razão direta da motivação e esta como um substituto (insatisfatório) da busca de sentido no trabalho.

O que buscam as pessoas nas organizações ?

Na Administração de Qualidade, um dos pontos mais citados e menos compreendido é o fato de que NÃO SE DEVE IMPEDIR QUE O TRABALHADOR SE ORGULHE DO QUE FAZ, ou seja, se a organização não oferece ao trabalhador as condições adequadas de trabalho ele tenderá a se sentir descontente com os resultados. (Malik). Se tal fato ocorrer constantemente o trabalhador perderá o estímulo para realizar seu trabalho a contento, pelo menos naquela organização.

Motivação

Sendo a motivação intrínseca a cada indivíduo pode-se afirmar que ninguém motiva ninguém. A motivação, além disso, não garante desempenho.

Teorias clássicas da motivação

1. a hierarquia das necessidades de Maslow que as divide em cinco grandes categorias:

° fisiológicas

° de segurança

° sociais

° de reconhecimento

° auto-reconhecimento

2. os fatôres higiênicos e motivacionais de Herzberg, divididos em dois grupos :

° a falta dos fatôres higiênicos (condições de trabalho, salário, tipo de chefia, etc) “atrapalharia” a motivação e empurraria os trabalhadores para além da indiferença, na direção da desmotivação.

É preciso, ainda, lembrar que a maneira pela qual se oferecem incentivos e condições de trabalho varia conforme o trabalhador, ou seja, os trabalhadores são pessoas e estas são imprevisíveis e inconstantes mudando de opinião e de necessidades.

continua…

Epilepsia (s)


Conhecida desde os tempos mais antigos da humanidade, a epilepsia na antiga Babilônia não permitia que pessoas portadoras dessa “doença” contraíssem matrimônio com o argumento de que eram possuídas pelo demônio. Era considerada na Idade Média uma doença mental e contagiosa cuja visão perdura até hoje nas pessoas que não têm informação correta sobre o assunto.

O conceito “moderno” sobre o tema começou na metade do século 19 quando o Dr. Hughlings Jackson, um médico escocês, disse: “epilepsia é uma descarga ocasional, súbita, maciça, rápida e local da massa cinzenta do cérebro”.

Atualmente, ” a epilepsia não é mais considerada uma moléstia e sim um sintoma de atividade elétrica cerebral perturbada, causada por uma ampla variedade de distúrbios”. Ela é caracterizada por descargas elétricas transitórias que ocorrem com ou sem convulsões; são crises de ocorrência periódica.

Apesar de todo o avanço da Medicina, ainda se ignora a patogênese especial do distúrbio cerebral funcional, paroxístico, em que se baseiam os ataques epilépticos.

Essas crises ocorrem em qualquer idade sendo que 75 a 90% das pessoas portadoras de epilepsia experimentam sua primeira crise antes dos 20 anos de idade.

Suas causas são atribuídas às condições metabólicas (período neonatal), meningite, encefalite, abcessos (na infância), traumatismo craniano, tumores cerebrais, moléstias cérebrovasculares (em adultos jovens e adultos).

Sabe-se, então, que a epilepsia “é um conjunto de distúrbios, todos caracterizados por descargas neuronais excessivas, paroxísticas; esses distúrbios variam tão amplamente (desde os dificílmente notados lapsos momentâneos de atenção ou conservação na “ausência”, até as convulsões tônico-clônicas das crises tipo grande mal que se fala em epilepsias”.

Uma nova nomenclatura classifica as crises epilépticas em:

A. crises parciais (localizadas)

a. simples      (sem perturbação da consciência)

b. complexas (com perturbação da consciência)

B. crises generalizadas (simétricas nos dois hemisférios cerebrais)

a. pequeno mal                    ausências

b. motor menor                   mioclônica

c. grande mal                         tônico-clônica

d. ataques de queda           espasmos infantis, atônica

C. status epilepticus (são crises parciais ou generalizadas prolongadas, sem recuperação entre os ataques).

continua…..