Pais saudáveis ou doentes


Diz a Psicologia que uma pessoa, desde o seu nascimento até os dez anos de idade, recebe dos pais, parentes e responsáveis, cerca de cem mil “NÃO” como resposta “educativa” aos seus anseios e vontades.

“Não dorme, não pega, não sai, não pula, não joga, não corre, etc., são alguns dos “ensinamentos” dos pais aos seus filhos.

Nada disso, todavia, é tão danoso às pessoas quanto, por exemplo, as “dificuldades de relacionamento” entre os pais e assistidas pelos filhos. Esses desentendimentos entre os cônjuges permitem que os filhos assimilem comportamentos indesejados nos diversos níveis de convivência humana.

Essas crianças humilhadas, abusadas fìsica ou verbalmente, espectadoras de cenas de violência no lar se tornam inseguras, com sentimentos de culpa e desenvolvem transtornos de ansiedade, medo, fobias, pânico, agressividade.

Muitas vezes, essas pessoas, na fase adulta, tendem a repetir o comportamento negativo do qual foram o alvo na infância. E, ainda, em outros momentos de suas vidas não se consideram dignas de receber amor tornando-se egoístas, amargas, críticas em demasia em seus relacionamentos. Não se dão bem em suas relações interpessoais porque, sempre, “os outros não os compreendem e não estão preparados para receber o seu amor”.

Percebe-se, então, que a postura negativa dos pais possibilita graves sequelas em seus filhos e são “incorporadas” ao existir da vida adulta. São pessoas que têm não só sentimento de culpa como se tornam rebeldes, tímidas, agressivas e, algumas, com enorme dificuldade de aprendizagem.

São pais que nâo têm tempo para valorizar boas notas na escola (pelo contrário, isso para eles é obrigação), que estão, constantemente, cansados de suas obrigações de trabalho e não têm tempo para uma palavra de incentivo, de compreensão ou de um gesto de carinho.

São pais volúveis nos relacionamentos com as crianças quando em um momento são ternos e em outro instante são ríspidos alternando atitudes carinhosas e agressivas e tornando seus filhos inseguros e com dificuldade para tomar decisões.

Estudos mais recentes tentam demonstrar porque esses pais agem dessa forma. Querem alguns acreditar que se uma criança nasce em situações de dificuldade financeira ou em momentos de tristeza ou perda, por exemplo, pode desenvolver bloqueios que impedem uma ligação afetiva saudável.

Pais que tenham sido vítimas de maltratos na infância podem assimilar que essa é a forma de educar e deixam de ser vítimas para se tornarem agressores. São pessoas que  admitem, de forma categórica, a existência de seres humanos desprovidos de afeto.

São pais que não abrem mão de suas vontades, que não estão preparados para lidar com as adversidades e as mudanças e a chegada de filhos se torna, na verdade, um estorvo às suas pretensões egoísticas. Não estão preparados para o papel de pai ou de mãe.

É preciso aprender. Aprender a ter compreensão, discernimento, amor. Até porque o AMOR cura as piores feridas sofridas pelo ser humano.

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Um comentário sobre “Pais saudáveis ou doentes

  1. gostei muito da materia,tem tudo haver com que eu estou passando nesse momento mais porem estou recebendo seu atendimento e buscando em Deus forcas para superar meus anseios e medos e com sua ajuda estou muito confiante em me reencontrar e educar meus filhos da melhor maneira possivel,para que eles não venham a ter problemas de ordem mental como esta ocorrendo comigo hoje,reflexo do passdo traumatico que tive.

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