Racionalizando custos em Saúde Mental


continuação…

Estes dois exemplos em termo de saúde mental pública nos dão uma correta dimensão do que significam os custos para uma moderna Psiquiatria.Esses custos já se antevêem tão altos que não mais se acredita que o cidadão comum possa assumí-los. Medicamento de ponta: já se pede que o Estado assuma sua compra. Do SUS se espera tudo inclusive que monte a rede de CAPS e Lares Abrigados necessários à saúde pública. Quem duvida, segue mantendo seu plano de saúde e confiando que as novas normas obrigarão a atendimentos completos e complexos em Psiquiatria.

Assim, se seu filho apresentar um distúrbio de comportamento e você paga seguro-saúde , ele vai poder ser atendido em consultório, fazer todas as tomografias pedidas e as baterias de testes, obter medicamentos com um bom desconto, seguir em psicoterapia ou mesmo se necessário um bom Hospital-Dia. Em caso de crise maior disporá de bom Hospital Psiquiátrico, confortável, com equipe multidisciplinar atenciosa que logo o recuperará. E o SUS que não seja tão diferente, até melhor quem sabe, pois ofereceria medicamentos de ponta gratuitos! E a que custos tudo isso? Afinal quem paga a conta? Você acredita que aumentar a CPMF resolve?

Ora, precisamos lutar pela melhoria da qualidade de nosso atendimento seja a nível de nosso consultório, seja a nível de instituição pública. Mas basta um pouquinho de vivência como administrador de saúde pública ou privada para saber que você precisa racionalizar os custos. Como na sua casa: você, é claro, quer dar o melhor para sua família mas tem um salário. Só lhe resta dar o melhor dentro do que você ganha. Que o mesmo princípio norteie o administrador ao racionalizar os custos em saúde mental.

Osvaldo Luiz Saide

Editor Revista Informação Psiquiátrica

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