Bhagavad Gita


Citado como um dos livros mais antigos e importantes da humanidade, Bhagavad Gita, que significa ” Sublime Canção “, em sânscrito, tem origem que remonta ao tempo dos Vedas, em tôrno de 5000 anos antes da Era Cristã.

Trata-se de um diálogo entre Krishna e Arjuna representando a epopéia milenar da evolução do ser humano, desde o estágio primitivo do nosso ego até às alturas do Eu divino, o Atman.

O livro enfoca, através de um poema cósmico, a idéia fundamental da realização do ser humano não pelo agir, nem o não-agir, mas sim o reto-agir (naiskarman) que substitue o falso-agir (vikarman).

Em alguns lugares, na Índia, principalmente, espera-se que o ser humano realize-se pelo não-agir (ou seja, a total passividade) em oposição à atividade.

A ” Sublime Canção “, através dos seus 18 capítulos, ressalta a verdade fundamental de que o ser humano, que se profana pelo falso-agir, chega à sua realização pelo reto-agir.

Há uma insistência nesse diálogo no sentido de que nós, humanos, devemos agir por amor ao aperfeiçoamento do nosso Eu divino, Atman, da alma, mesmo através dos canais do ego humano.

” A auto-realização do Eu divino, através das realizações do ego humano – é esta a quintessência da sabedoria cósmica da Bhagavad Gita “.

Fonte:

Bhagavad Gita, tradução e notas de Huberto Rohden, Alvorada, Martin Claret Editores Ltda, São Paulo.

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