A Família Moderna


A família enquanto entidade (sem personalidade jurídica) sofreu profundas mudanças em seu conceito com o advento da Constituição da República de 1988 e do Código Civil de 2002.

A preocupação dos legisladores, juristas e especialistas no assunto com essas modificações conceituais levou à preservação de valores universais (pelo menos, em nossa cultura) como a “monogamia, o rechaço às relações endogâmicas e incestuosas, demonstrando, também, profunda preocupação com os elos afetivos como elementos constitutivos da célula familiar, ressaltando-se, cada vez mais, a socioafetividade”.

Não nos cabe, nesta matéria, tecermos comentários outros de cunho jurídico-legal por não estarmos à altura desse conhecimento o que poderia parecer indubitável interpretação por outrém de saber equivocado ou pretencioso de nossa parte.

Devido às mudanças que aconteceram no ambiente circunscrito de nossa sociedade que, queiramos ou não, proporcionaram um “distanciamento dos símbolos envolvidos e respeitados nos espaços familiares tradicionais diminuídos que foram pela ausência da mulher em casa, pela falta de educação inicial da criança pelas mães que trabalham fora de casa, pelas repentinas mudanças no mercado de trabalho que impuseram um abalo nas imagens do pai que, obrigatòriamente, proporcionava o sustento da famìlia e da mãe, provedora do afeto aos famiiares,”não podemos afirmar, sem incorrermos em suspeição, que o tradicional modelo familiar, assentado em pai, mãe e filhos, seja o único ambiente de formação da subjetivação humana”.

Esse modelo familiar tradicional, em que o casal (separação de sexos), cuja “definição, ainda, hoje, encontrada nos dicionários e na maioria das representações que fazemos de um casal”, possibilitou os estudos de Freud para afirmar sua teoria sobre o mito de Édipo.

A psiquiatra e psicanalista Maria Aparecido Q. Nicoletti, membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, indaga a respeito desse assunto: “a transição gradual da importância da heterossexualidade como meio de subjetivação e introjeção do masculino/feminino, agora em fase de substituição pela noção de gênero, tem mudado radicalmente a qualidade de vincularidade familiar e, com isso os processos de subjetividade mediadores do humano no homem. Assim, questiona-se como a idéia de família pode sobreviver sem Édipo e sem a inveja do pênis?”.

É claro que essa nova “formatação” da família muda, em consequência, a relação das pessoas com o mundo.

Os pais, preocupados com o bem estar material familiar , acumulam horas de trabalho; os filhos, pressionados pelos desafios da modernidade, acumulam horas de atividades extraescolares (computador, cursos diversos, aulas de instrumentos e de arte, etc.).

Os contatos, os diálogos já não são mais frequentes e a interação entre os membros da família tornou-se fator preocupante no convívio familiar. Não há mais tempo (quem diria!) para as refeições e a mesa, hoje, está vazia.

As famílias, como as empresas, estão “terceirizando” algumas de suas principais funções, dentre as quais, se salienta a educação dos fihos.

Preocupação maior advém do fato de que a família dos tempos modernos, vista de uma forma pluridimensional (grupos de indivíduos, mundo de relações) para alguns estudiosos (psiquiatras, psicanalistas, psicólogos,etc.) está enfêrma! E como fica a sociedade?

As necessidades, cada vez maiores, de atenderem as exigências sociais e econômicas de nossa época levaram as famílias a uma desintegração paulatina mas, corrosiva, das relações entre os seus componentes.

Estudos pedagógicos, psicológicos, psicanalíticos, psiquiátricos, sociológicos, antropológicos, etc., chegaram a que conclusões para melhorarem nossas relações intra e interpessoais ?

Estudos históricos; fidelidade masculina; famílias consanguínea, puraluana, sindiásmica; monogamia,poligamia; manutenção da riqueza entre familiares; diminuição da mulher nas relações familiares; conquistas das mulheres; sexo, gênero.

Sabe-se que as mudanças acontecidas, nesta época de modernidade advindas do capitalismo – consumismo, células-troncos, avanço técnico-científico, globalização, etc. – levaram as pessoas a se verem envolvidas em grandes transformações que atingiram sua forma de “estar no mundo”.

As famílias têm diferentes núcleos: pais e mães solteiros, filhos que precisam conviver com novos parceiros, avós que criam netos, casais separados com filhos, etc. Já não é mais somente pai, mãe, filhos.

Bibliografia:

recantodasletras.uol.com.br

conversademenina.wordpress.com

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Um comentário sobre “A Família Moderna

  1. Coisas simples promovem a união familiar e estão sendo abandonadas: realizar uma refeição juntos ao menos uma vez por dia. Café da manhã, almoço ou jantar? Não importa. Em qual momento diariamente pode se renovar a intenção de dizer: “eu estou aqui”, “conte comigo” e “como você está?”… só depende de cada um.

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