Cidades em transição


Movimento que foi iniciado pelo permaculturista inglês Rob Hopkins quando lecionava permacultura que significa “método holístico para planejar, atualizar e manter sistemas de escala humana (jardins, vilas, aldeias e comunidades) ambientalmente sustentáveis, socialmente justos e financeiramente viáveis”. (Wikipédia.org.).

O permaculturista inglês assustado com a dependência de petróleo e de alimentos do Reino Unido e sabendo que essa situação só iria piorar nos anos vindouros decidiu sair dos muros das universidades e idealizou um plano que pudesse sobrepujar essas dificuldades permitindo que seu país sobrevivesse a choques externos advindos da importação de petróleo e de alimentos e pela escassez de água e de energia.

O plano envolvia todos os setores da sociedade – governo, iniciativa privada e cidadãos – e todas as atividades inerentes à vida cotidiana das pessoas (saúde, educação, transporte, economia, agricultura e energia).

Os primeiros resultados do seu trabalho aconteceram na cidade de Kinsale, na Irlanda, onde dava aulas na universidade local. Mudou-se, então, para Totnes, na Inglaterra, que se transformou no espelho do movimento.

Atualmente, mais de 110 cidades, bairros e até ilhas em 14 países do mundo estão empenhadas em diminuir seu consumo de energia e sua dependência ao petróleo. Investem em reeducação de sua população, elaboram alternativas de transporte particular e/ou público; criam jardins comunitários para plantio de alimentos, reparam e consertam objetos velhos em vez de jogá-los no lixo.

Hoje, em algumas cidades, projetos de sustentabilidade estão se tornando políticas públicas.

No Brasil, a primeira cidade a adotar o movimento foi a cidade de Garopaba, no litoral de Santa Catarina.

O desejo dos participantes desse movimento é de que as cidades se tornem sustentáveis, com base no comércio local, sem dependerem da importação do petróleo e de alimentos.

Bibliografia:

– Revista Vida Simples, edição 79, maio/2009

– Planetasustentável.abril.com.br

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