Meditação


Palavra derivada do latim “meditatione” e que significa“ ato ou efeito de meditar; reflexão; oração mental; contemplação”.

A meditação requer prática diária que envolve, primordialmente, a concentração da atenção. A  constância de sua prática oferece benefícios e aperfeiçoamentos ao ser humano como maior  “maior liberdade de escolhas em sua vida diária, aumento da capacidade de concentração, descanso físico e mental.

Essa técnica de auto-conhecimento praticada há milênios pela cultura oriental, principalmente, ainda é vista com suspeição por muitas pessoas do ocidente.

É preciso esclarecer que  “ meditar não é refletir mas esvaziar a mente”. O silêncio, que é necessário para a sua prática, acorda a essência imaterial do ser humano e com a nossa mente vazia somos conectados ao Universo. Através do aprimoramento do autoconhecimento somos levados ao não-fazer que conduz ao que deve ser feito. Para meditar é obrigatório esquecer o fazer sem cessar ; esquecer os bens materiais para não ficarmos ansiosos, tensos em demasia.

Meditar não é coisa somente de “monges de cabeça raspada que moram nos mosteiros do Himalaia, sentados em posição de lótus”. É saber ficar em silêncio em busca do contato com o Universo; é a busca de si mesmo. Como dizia Sócrates “conhece-te a ti mesmo”. Com a meditação estamos aprimorando a atenção e acalmando nosso corpo, nossa mente, nossa alma.

Não devemos ficar presos no passado com preocupações sobre as quais nada podemos fazer. Como diz a Seicho-No-Ie: “ cada manhã é um renascimento; os  problemas do passado já desapareceram”. Viver no futuro implica em  entrar em ansiedade por situações projetadas mas, muitas vezes, não realizadas. Fiquemos no presente, e vivamos um dia de cada vez.

Como Jesus nos ensinou vivamos o aqui e agora. Não é uma tarefa fácil para nós, ocidentais, mas não significa que não possamos realizá-la com êxito. Perseverar é uma das “armas” de que dispomos para a obtenção do resultado que queremos alcançar que é “domar a mente”.

Observados os ensinamentos orientais, podemos aludir que há uma equivalência entre as impurezas físicas e mentais: compulsividade, raiva, dúvida, avidez, temor e tantos outros sentimentos negativos. Tais sentimentos, se operados em nível quântico, podem ser mais danosos ao corpo do que qualquer toxina química.

O mestre indiano Paramahansa  Yogananda diz: “ se a água barrenta ficar quieta por muito tempo, o barro se depositará no fundo e a água se tornará clara. Na meditação, quando o barro de seus pensamentos inquietos começa a depositar-se, o poder de Deus começa a refletir-se nas águas claras de sua consciência”.

A meditação leva a um caminho para o encontro da sensibilidade e a espiritualidade e pode ser feita em qualquer hora e em qualquer lugar. Como disse a monja Kelsang Palsang, “ meditar é cultivar estados da mente que levam à paz e ao bem estar”. É preciso ressaltar que a pessoa não precisa estar ligada a qualquer religião para usufruir dos benefícios da meditação.

No Hinduísmo há um objetivo que “ dissemina técnicas para atingir a experiência pessoal e de Deus e ensinar que o propósito da vida é a evolução, além de libertar o homem de seu tríplice sofrimento: a doença física, as desarmonias mentais e a ignorância espiritual “.

A meditação tântrica, que é praticada no Budismo, assegura que a “essência é a identificação  do praticante com seu potencial de iluminação, com seu Buda interno, em todas as atividades da vida “.

No século 13, foi fundado o Zen-budismo que faz parte da escola soto do budismo japonês, cuja essência é a busca da não-dualidade e que tem como metas principais a compaixão e a iluminação.

Médicos como o cardiologista  José Antonio Curiati, da Universidade de São Paulo, e o neurologista Ademir Baptista da Silva, do Hospital São Paulo, além de psicólogos como Eliane Aversa Lopes, já estão indicando a meditação como tratamento de pacientes com problemas de insônia, de circulação sanguínea, ansiedade.

Anúncios