Uma Nova Era


2012. Número que encheu de apreensão, de receio, de medo muitos milhões de pessoas em todo o nosso planeta.

Céticos,  crentes, cientistas, oportunistas, todos se manifestaram expondo seus conhecimentos, suas crenças e informando às pessoas seus pontos de vista sobre “o fim do mundo”. O cinema aproveitou a oportunidade e, também, apresentou sua teoria através de cenas com os melhores efeitos especiais.

Fogo, água, asteróides, um novo planeta colidindo com o nosso, cataclismos naturais. Qual deles será o “executor” das profecías de Nostradamus, do Armagedon? As mais controvertidas opiniões de leigos, estudiosos, líderes de nações e de religiões, agências e instituições de pesquisas encheram as páginas e as telas de jornais, revistas e televisões pelo mundo afora.

O que sabemos de fontes fidedignas, todavia, é que haverão transformações substanciais no modo de vida dos seres humanos. Como podemos aceitar e admitir essa assertiva?

Buscando informações em fatos históricos do ser humano e sua evolução sobre o planeta através da cultura, de usos e costumes, de crenças e religiões conhecidos no presente pelos trabalhos de Paleontologia, Antropologia e Arqueologia, principalmente.

Informações escritas e orais, achados arqueológicos, em seus diversos sítios pelo mundo, trouxeram luzes sobre os mais diversos assuntos humanos e naturais acontecidos em tempos idos.

Civilizações antigas (até os Atlantis e Lemurianos, talvez) da Ásia, da África, da Oceania, da Mesoamérica deixaram legados de conhecimentos sobre Astronomia, Astrologia, Filosofia, rituais religiosos, metafísica, espiritualidade e tantos outros conhecimentos componentes de uma sabedoria perene.

Esses conhecimentos informam de um raro alinhamento de todo o sistema solar com o centro da Via Láctea (nossa galaxia), fato que só voltará a ocorrer daqui a 26 mil anos. Estudos revelam, também, que o último “grande ciclo” teria iniciado, aproximadamente em agosto de 3.114 a.C. à mesma época dos primeiros hieróglifos egípcios, e cujo término aconteceria no ano de 2012 d.C. ou, mais precisamente, em 21/12/2012.

Nesse momento, segundo as previsões, o Sol se moverá para o alinhamento direto com o Equador da nossa galáxia.

Os cientistas sabem que esse alinhamento galáctico acontecerá e que o calendário maia marca esse evento. O que isso representa para a vida na Terra e, principalmente, o que significa para a raça humana?

Voltemos, todavia, às prováveis explicações para todos esses fenômenos revendo, superficialmente, estudos científicos ou não que procuram demonstrar as causas e efeitos desses acontecimentos futuros.

CONVERGÊNCIA HARMÔNICA

Ocorrida em agosto de 1987 e, segundo o Doutor José Arguelles, especialista em cosmologia maia, iniciou uma contagem de 25 anos que terminaria em 2012 “coincidindo” com o final do calendário maia.

MAGNETISMO TERRESTRE

Gregg Braden nos chama a atenção para o fato ressaltando que nos últimos 76 milhões de anos já ocorreram 171 reversões magnéticas das quais, pelo menos 14 aconteceram há apenas 4,5 milhões de anos de acordo com a revista Science, volume 168, 1969, figura 4.

Sabem muitas pessoas em nosso planeta que o Sol atravessa, nos tempos atuais uma mudança magnética e que a Terra aparenta estar nos primórdios de uma reversão polar.

Ciclos solares de calmaria e tempestades são observados desde 1610. Já ocorreram 23 ciclos de manchas solares, com uma média de 11 anos cada, tendo o último acontecido em maio de 1996; influência dos campos magnéticos sobre nossos sistemas nervoso e imunológico; sobre nossa percepção de espaço, tempo, sonhos e realidade (sic). Influência sobre a maneira de como aceitamos idéias novas e mudanças em nossas vidas.

Lugares com campos magnéticos mais fortes e locais com campos magnéticos fracos!

SINGULARIDADE

Segundo Peter Rusell, os matemáticos definem um ponto em que uma equação se rompe e deixa de ter qualquer significado útil – ponto em que a regra muda e alguma coisa completamente diferente acontece.

RUPTURA

De acordo com Erwin Laszlo, “a mente de uma massa crítica de pessoas evolui no tempo, mudando o desenvolvimento da sociedade para um mundo mais adaptável. Conforme tais mudanças vão ocorrendo a ordem melhorada – governada por valores baseados em princípios, visões de mundo e ética mais adaptáveis – se estabelece.

As dimensões econômica, política e ecológica da sociedade estabilizam-se em um mundo sustentável e não conflituoso”.

Haverá uma sequência de grandes rupturas em ciência e tecnologia, medicina, arte, cultura e compreensão religiosa.

A comunidade científica, em especial, já sabe que os últimos anos da era que vivemos (Peixes) trarão rupturas nas descobertas científicas assim como no avanço tecnológico e em todas as atividades que possam levar a um “renascimento cultural”.

Nesses anos finais de Peixes surgirá uma era de Luz representada pelo AMOR como componente maior dos assuntos humanos propiciando o despertar de todos nós para a tolerância, a elevação espiritual e, por consequência, a paz mundial.

A ERA DE AQUÁRIO

(PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS)

Essa nova era, tão difundida há tempos atrás e, atualmente, quase esquecida nos meios da imprensa em geral e da comunidade em particular, volta a ser abordada com intensidade após a divulgação do calendário maia e suas consequências.

Não é preciso o seu início e expertos no assunto elaboram teses admitindo que começou em 4 de fevereiro de 1962 ou que “despertará” em 2.638 d.C. (Elsa M. Glover), em 2.654 d.C.(Max Heindel), em 2.680 d.C. (Shepherd Simpson).

O fato concreto é que alguns chegam a admitir que os efeitos dessa transição estão sendo observados no cotidiano da vida dos seres humanos.

Esse fenômeno ocorre quando a Terra, ao girar em volta do seu eixo (rotação) tem um movimento de adição conhecido como precessão dos equinócios que é quando o Sol parece cruzar o Equador no equinócio vernal, ou início da primavera.

Observando um período de 100 anos passados em que o Sol se movimentou, por precessão, pouco mais de um grau na órbita até Aquário, constatamos que, durante esse tempo, a raça humana produziu grandes mudanças em muitas idéias, como novos descobrimentos científicos e inovações em todos os campos de atividade humana do que nos últimos 2 mil anos.

A crença dogmática enraizada na doutrina parece ser, vagarosamente, questionada possibilitando o surgimento de tendências às idéias liberais e com o número de pessoas cada vez maior, buscando o desenvolvimento da visão espiritual.

As publicações recentes de livros e revistas, os estudos e comentários divulgados pela internet sobre Esoterismo, Astrologia, Misticismo, Auto-ajuda, etc., demonstram a avidez que as pessoas estão tendo em busca do conhecimento de si mesmas e do divino.

A espectativa reinante é a de que essa Era seja de fraternidade universal e os movimentos sociais que acontecem em todo o planeta permitem vislumbrar a eliminação de preconceitos, apesar de muitas vezes, ser obtida com o derramamento de sangue. Espera-se uma complementariedade entre os mais profundos conhecimentos espirituais com a ciência e vice-versa possibilitando o aparecimento de uma “ciência religiosa e uma religião científica”.

Nessa Era, a religião poderá estar embasada na razão que trará como benefício ao ser humano a explicação do enigma da vida e da morte eliminando o temor de morrer originado da “incerteza que envolve a existência após a morte”.

Parece óbvio para todos que a humanidade necessita alcançar conhecimentos espirituais plenos; “o materialismo é gerador de dissabores e não uma fonte de bênçãos”.

“Aquário” é o signo da inspiração intelectual. Representa o potencial humano de absorver todo o conhecimento, de estabelecer uma ligação com a fonte da sabedoria universal”.  É interrelacionamento ou totalidade.

A Nova Era traz a oportunidade que os seres humanos precisavam para usar a intensificação de sua capacidade de raciocínio para entender sua natureza espiritual, a razão de sua existência, o seu relacionamento com os semelhantes e com o resto da criação.

Precisamos participar da Nova Era com a mente aberta para a totalidade, isto é, desenvolver o senso universal da unicidade que implica na fraternidade entre os seres humanos, consolidada pela união e pelo respeito mútuo.

As tecnologias leves avançarão rapidamente para revolucionar a saúde e o bem estar humanos. No nível celular o corpo comunica-se por meio de luz coerente chamada BIOFÓTONS (radiação dos tecidos vivos) descoberta por Alexander Gurwitsch, na Rússia, na década de 1920 que a denominou de RADIAÇÃO MITOGÊNICA.

A utilização futura de luz coerente e luz modulada em modalidades terapêuticas possibilitará a modulação do sistema energético sutil do corpo (os chakras) influenciando diretamente no processo de cura.

Falar de luz de baixa intensidade, emanações magnéticas, tubos fotomultiplicadores sensíveis e magnetômetros; cura magnética pela imposição das mãos e da cura por irradiação; luz de alta energia usada para novos meios de produção de energia (a partir de bolhas microscópicas criadas na água por tecnologia de ressonância sonora), sonoluminescência, gazes inertes como xenônio, criptônio, argônio, neônio e hélio (utilizados em tubos de baixa pressão para gerar “ondas de plasma”); epigenoma, o pensamento e emoções (poderosos moduladores de nossos códigos biológicos) que podem afetar a expressão genética e manifestação de saúde e/ou doenças, a medicina mente-corpo (a atual psiconeuroimunologia) já está colocando a base científica para essa nova abordagem médica. Compreensão da energia aproveitada do Universo (os cientistas já demonstraram que 96% do universo é composto de uma energia escura desconhecida-73% – e de uma misteriosa matéria escura – 23%, e que apenas 4% do universo conhecido pode ser diretamente provado por nossos instrumentos científicos atuais; “estado de vácuo quantico” (domínio da energia do ponto zero), efeito Casimir (energia baseada no hidrogênio, também), seria, por demais, enfadonho e não temos a intenção de “descobrir a pólvora” para tantas mentes brilhantes.

“O cérebro já é capaz de um número maior de associações do que o número de átomos do universo”, segundo Huston Smith.

Já se comenta nos meios científicos, principalmente, que, em breve, a clarividência será lugar comum nos seres humanos, já acontecendo com as crianças incomuns conhecidas como “ÍNDIGO, GOLFINHO” ou “CRISTAL” e que haverá diálogos entre nós e criaturas inteligentes, como baleias e golfinhos, além de transcomunicação instrumental com pessoas que já morreram com a consequente aceitabilidade das leis da reencarnação (aceita por muitas religições do mundo) e cujo conceito existiu dentro de cristianismo até o quinto Concílio ecumênico de Constantinopla, realizado em maio de 553 a.C., quando foi condenado; a falta de vontade de mudanças nas estruturas centralizadas de poder econômico e de controle financeiro será substancialmente alterada e surgirão novos modelos de economias de compartilhamento e autorização mútua.

Por quê já não iniciarmos agora, o que, com certeza, acontecerá a partir de 2012?

As nossas escolhas não serão mais somente nossas mas de toda a humanidade. Seremos, de fato, membros da família humana.

Já está mais do que provado que o atual caminho é o mais difícil; lutas, combates, guerrilhas, guerras em nada melhoraram as condições de vida dos seres humanos exceto o lucro econômico financeiro de muitas pessoas e de alguns países. O egoísmo e a ganância levaram ao aumento do sofrimento físico e emocional de milhões de indivíduos em todo o planeta.

O capitalismo, fonte de produção e distribuição de produtos e serviços, tem causado (segundo estudiosos economistas) muitos efeitos prejudiciais às pessoas e ao meio ambiente pela busca, muitas vezes, insana do seu maior e, talvez, único propósito que é a geração de lucro, obtido pelos mais diversos meios.

Corine Mc Laughilin fala de um “ponto principal triplo” (pessoas, planeta e lucro) já em execução em grandes empresas espalhadas pelos cinco continentes. Preocupação com o bem estar dos empregados e do ambiente faz parte do acervo maior de muitas instituições privadas, principalmente. As pressões internas e externas levaram as campanhas de relações públicas das grandes corporações a evidenciarem sua “responsabilidade ambiental” como um dos focos de participação desses conglomerados comerciais perante à comunidade global.

Como as pessoas, as empresas, também estão mudando de dentro para fora. Grande massa de pessoas, de maneira consciente, participa de movimentos por responsabilidade social e espiritual em seus trabalhos. Na vida cotidiana, são elas que estão se tornando os grandes consumidores de bens e serviços adquiridos com base em seus valores culturais e sociais.

Um estudo da Estilos de Vida de Saúde e Sustentabilidade (Lifestyles of Health and Sustainability – LOHAS) demonstra que está à disposição do mercado para bens e serviços dirigidos à saúde holística, à justiça social, ao desenvolvimento pessoal, ao meio ambiente e à vida sustentável uma quantia, em torno de, 228 bilhões de dólares.

Conforme Patrícia Aburdene observa em seu livro Megatendências 2010, “as corporações socialmente responsáveis tendem a ser bem administradas, e a boa administração é o melhor caminho para a previsão de um desempenho financeiro superior”.

É fundamental para as empresas encontrarem um equilíbrio entre trabalho e vida de seus empregados permitindo que “o viciado em trabalho encontre uma maneira de viver a vida e consiga tempo para outros interesses e necessidades fora da rotina profissional”.

Como citamos em outra matéria (Pessoas – Uma Nova Visão), as pessoas precisam de encorajamento para colocarem seu tempo, seu talento, sua genialidade à disposição das empresas em que trabalham assegurando, além dos benefícios de saúde, transporte, alimentação, a prática de suas crenças, de sua espiritualidade. Querem ser totais – corpo, mente, espírito – no seu trabalho.

Pesquisas recentes demonstram que companhias estão em um número crescente, colocando à disposição de seus funcionários atividades religiosas no trabalho assim como aulas de meditação como estímulo à melhoria da criatividade e produtividade deles.

Por todos os quadrantes da Terra surgem a todo instante, movimentos da sociedade civil indignada que está pela falta de políticas governamentais efetivas no combate à pobreza financeira, à violência, à poluição ambiental, etc. Essas manifestações representam, talvez, o maior movimento na história da humanidade embora sem o devido valor pela falta de divulgação na grande imprensa e pelo “perigo” que possam representar às idéias conservadoras que, obstinadamente, resistem às mudanças tão necessárias à obtenção da paz e da felicidade em todo o planeta.

Pelo que se sabe, “não há um centro de comando, nem crenças codificadas ou um líder carismático”. Mas eles existem e alguns trabalhos divulgados admitem que esses grupos estão em torno de 1 milhão espalhados pelos continentes.

Os jovens, através da internet, principalmente, estão colocando a sua indignação relativa à política e aos políticos, à violência, aos conflitos urbanos, à relação pais-filhos, à religião,

Temos falado, constantemente, sobre um mundo que está doente mas não só do físico e sim, principalmente, do espírito.

O desejo desenfreado das pessoas pela aquisição de “coisas” cada vez mais suas tornou o ser humano cada vez mais solitário. Só o “eu” prevalece e com isso nos distanciamos dos outros e do planeta. Quermos muito mais do que temos. Vivemos, em grande maioria, uma “carência” que é psicológica, é espiritual, na verdade. Isso significa ter mais dinheiro, mais poder sobre outras pessoas, mais coisas materiais.

Finalmente, por favor, nem pensem que temos a pretensão de ter esgotado o assunto mas convém terminar este trabalho com algumas indagações que poderão ser respondidas por pessoas com muito mais conhecimento sobre os temas abordados neste resumo.

O quê nos reserva o ano de 2012?

Destruição da vida na Terra?

Elevação da raça humana em direçaõ do divino?

Nosso encontro final com o Pai-Mãe?

Bibliografia

Arroy, Stephen, Astrology, Karma and Tranformation (Astrologia, Karma e Transformação), CRCS, 1978.

Greene, Liz, Saturno, O Senhor do Karma, Editora Pensamento, São Paulo, 1987.

Comunidade Rosa Cruz

Stone, Pauline, A Astrologia do Karma, Editora Pensamento, São Paulo, 1988.

Braden, Gregg, 2012 – Predições, profecias e possibilidades, Geração Editorial, São Paulo, 2009.

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