“Ser gentil para ser nota mil”


(O Poder da Gentileza)

Nos tempos atuais, em que já não se tem tempo para a realização de “coisas importantes”, falar de gentileza parece, principalmente, aos homens perda de tempo ou virtude somente para as mulheres.

Segundo se sabe, todavia, gentileza significa, na verdade, fidalguia, amabilidade,  cortesia, bom tratamento dispensado às outras pessoas.

Por mais endurecidas que as pessoas se mostrem, no íntimo, todo mundo gosta de receber um elogio; um abraço cordial, um telefonema inesperado com palavras amigas, um sorriso de afeto fazem “milagres” e denotam por parte de quem os faz uma elevação moral e espiritual.

Muitos ridicularizam esse fato desculpando-se dizendo: “Não tenho tempo para isso”, “é coisa para mulher”.

Mal sabem esses homens que se fosse feita uma pesquisa entre as mulheres e elas respondessem com sinceridade sobre a gentileza os números mostrariam que, em sua quase total maioria, elas desejam ser bem tratadas (receber afeto, palavras de carinho, valorizadas, “paparicadas” – ainda existe isso? -, respeitadas como pessoas, etc.),da mesma maneira que os homens, apesar de “sarados”, “machões”, já não devem mais estar suportando o estereótipo de corpo “malhado”, “cabeça nas nuvens”. Será?

Existem, sim, homens e mulheres gentis. Pessoas que se sentem bem consigo mesmas e que difundem essa virtude nos relacionamentos sociais seja em casa, no lazer ou no trabalho.

Para sermos gentis, precisamos, somente, dar o primeiro passo em direção desse movimento; praticarmos a nossa força de vontade e a busca da disciplina para ganharmos um hábito que, com certeza, trará melhores condições nos nossos relacionamentos interpessoais.

Podemos e devemos ser gentis, em nosso trabalho, com nossos superiores mas, também, com nossos subalternos; em nossa casa, com nossos familiares; em nosso lazer, com nossos amigos. No nosso dia a dia, seja no trânsito ou em ambientes públicos ou privados (centros de compras, principalmente) podemos ser gentis com nossos semelhantes.

Ver, nos dias de hoje, uma pessoa dar lugar a outra (de mais idade, até) dentro de um ônibus lotado é cena rara. Numa fila, então, nem se fala até porque já existe lei que “privilegia” pessoas idosas, mulheres grávidas ou com crianças no colo e deficientes em bancos, repartições públicas, etc.

Cenas como ajudar um idoso a atravessar uma rua, ajudar uma pessoa a levantar um objeto caído (cuidado!), ajudar  alguém com um carro enguiçado (cuidado, pode ser uma “armação”)  são tão raras que quando acontecem parecem advir de alguém de outro planeta.

Ser gentil, atualmente, significa, para algumas pessoas, “puxação de saco”, “bajulação”.  Geralmente, essas pessoas assimilam esses gestos como estar com uma “segunda intenção”.

Reclamam quando são maltratadas ou quando não lhes dão o devido valor. Querem respeito mas não respeitam os demais; querem ser bem tratados mas esquecem que essa é uma ação recíproca entre indivíduos.

Palavras mágicas (bom dia, boa tarde, boa noite, por favor, desculpe, muito obrigado, e tantas outras) são interpretadas como “frescura” e sendo ouvidas cada vez menos nos colóquios entre as pessoas, diariamente.

Se não respeitamos as pessoas como fazê-lo com os animais ou a natureza? Precisamos renunciar ao embrutecimento para nos tornarmos generosos e, por conseguinte alcançarmos a caridade.

E para quem acredita, o espírito MEIMEI assim diz: “O primeiro degrau do Paraíso chama-se gentileza”.

Não somos gentis em ouvir a conversa de alguém com a devida atenção a não ser que essa pessoa seja importante, tenha poder. Já não perdemos tempo com conversas que não nos trazem qualquer “retorno”.

Ser gentil é amar, é ter a chave para o sucesso, é reverter situações desfavoráveis e que pareciam impossíveis de resolução. Não seja gentil para se sentir virtuoso (a) ou para que as pessoas lhe admirem mas para que você se sinta feliz com você mesmo (a). Ser gentil não significa subserviência. Não tenha medo, acredite em você, seja gentil. Como se diz, as pessoas mudam de dentro para fora.

Você é corajoso (a). Tem inteligência, tem talento, tem genialidade. Coloque tudo isso à disposição de sua grandiosidade e da sua nobreza.

Viva bem com você; você viverá bem com toda a humanidade.

Não seja apressado (a), seja gentil. Não seja estressado (a), seja gentil. Não seja mau humorado (a), seja gentil. Não tenha comportamento indesculpável, seja gentil.

Não transformemos em superfluo um dos gestos humanos mais nobre, a gentileza. Como dizia o poeta, gentileza gera gentileza.

Por sugestão de uma amiga que é médica estamos iniciando uma campanha pela gentileza.

Participe. Dê sua opinião, emita comentários, conte estórias sobre o assunto.

Seja gentil e nos desculpe por essa ousadia.

EU APÓIO

ESSA IDÉIA

Concorde ou não com a campanha abaixo emitindo o seu comentário!



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Um comentário sobre ““Ser gentil para ser nota mil”

  1. Tio, seu blog é um presente!! Um presente cheio de conhecimentos, para pessoas como eu, que admiram sua sabedoria!

    Roberta Folhadela

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