Medicina complementar e alternativa


As definições segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS: Medicina Complementar Alternativa (MCA).

São termos intercaláveis com a medicina de tradição em alguns países. Referem-se a um vasto grupo de tratamentos médicos que não são parte das tradições daquele país e não são integrantes ao sistema de saúde predominante.

Medicina de tradição (MT)

É a soma total do conhecimento, habilidades e práticas com bases nas teorias, crédos e experiências indígenas a diferentes culturas, sendo explicáveis ou não, usados na manutenção da saúde bem como em sua prevenção, diagnóstico, melhora o tratamento de doenças mentais ou físicas.

Sabemos que o ato ( ou arte, atualmente, chamada ciência) de descobrir e explicar as propriedades terapêuticas dos vegetais remonta ao início da civilização humana.

Nossos antepassados começaram a usar ervas e flores como alívio às enfermidades e aos diversos incômodos físicos.

Aos xamãs e antigos médicos “naturalistas”, passando naturalmente, pela China, Egito, Grécia e tantas regiões do Oriente Médio, da África, da Polinésia das Américas, aos naturopatas contemporâneos, vários tipos de terapia  alternativa são oferecidas para a cura das mais diversas enfermidades.

Essas práticas, em algumas regiões do planeta, são aceitas sem reservas e como principal procedimento do tratamento médico. Há variações culturais na aceitabilidade dessa medicina em diversos países e o que é complementar ou alternativo em um pode ser tradicional ou convencional em outro.

Povos da África, Ásia e América Latina aceitam a medicina de tradição como parte integrante do sistema de saúde que predomina nessas regiões.

Os dados estatísticos da Organização Mundial de Saúde demonstram que em, alguns países africanos, a população, em torno de 80% do seu total, e na Índia, próximo dos 65% da população,  depende da medicina de tradição para ajudar a suprir suas necessidades de tratamento de saúde. Mesmo em alguns países desenvolvidos ou em desenvolvimentos nos dias de hoje, ainda se praticam alguns atos “médicos”.

Com a evolução da ciência em geral e da medicina em particular, o estudo e aplicação das ervas passaram do manuseio popular para a indústria farmacêutica cujos laboratórios comprovaram o potencial curativo desses vegetais e os concentraram em cápsulas medicinais.

Temos conhecimento que, nos dias atuais, governos, indústrias e instituições de estudo e pesquisas, voltara-se para uma observação mais apurada acerca da utilização de práticas de medicina complementar e alternativa.

O Instituto Nacional de Saúde (National Institute of Health) dos Estados Unidos está investindo quase US 220 milhões em pesquisas da MCA. Países asiáticos (Japão, China, Taiwan, Coréia e Cingapura) desenvolvem projetos na mesma direção. Taiwan, principalmente, está empenhado em um projeto do custo de U$ 100 milhões, para transformar uma “ilha de tecnologia em medicina de tradição chinesa”

O que está acontecendo para que indústrias, instituições e países estejam investindo somas fabulosas nessas pesquisas? Por quê médicos, estudiosos e cientistas estão se dedicando ao estudo e pesquisa desses “novos” conhecimentos farmacológicos?

Estará a medicina complementar e alternativa ganhando a respeitabilidade de medicina ortodoxa?

Bibliografia:

1) Flores e ervas, editora Caras S/A

2) Universia Science

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