O Ócio


Segundo o Dicionário Brasileiro Globo, da Editora Globo, em sua 56ª edição, o têrmo significa: “descanso; repouso; vagar; folga; preguiça; mandriice; ociosidade”.

Ao ouvirmos a palavra, parece-nos tratar-se de indolência, “estar sem nada fazer”, “ficar no bem bom”. Falso engano!

Que o diga o sociólogo italiano Domenico De Masi quando afirma: “o futuro pertence a quem souber libertar-se da idéia tradicional do trabalho como obrigação ou dever e for capaz de apostar numa mistura de atividades, onde o trabalho se confundirá com o tempo livre, com o estudo  e com o jogo, enfim, com o ócio criativo”.

Não nos enganemos, todavia, porque o ócio (saiba mais aqui) para nós é um conceito que tem um sentido negativo; pode ser muito bom mas é necessário que estejamos abertos ao entendimnto do sentido da palavra.

Ociosidade pode ser compreendido como improdutividade; ociosa pode ser a pessoa que não trabalha, que vive de caridade ou às expensas de outra; um “peso morto” para a sociedade.

Todos sabemos que, durante a revolução industrial, a sociedade moderna não só permitiu como incentivou que milhões de pessoas em todo o mundo privilegiassem o corpo quando os operários, nas linhas de montagem, utilizavam somente as mãos e os pés em detrimento do cérebro que é o órgão mais próximo da realidade humana e da “virtualidade” divina.

Não se pensava, até porque o trabalho era automatizado, e com isso criou-se o tédio salvando-se alguns ao pensarem na família, na namorada, na briga com alguém, etc. Mas isso era perigoso porque levava à distração ocasionando, muitas vezes, perda de tempo e, principalmente, acidentes no trabalho.

Daqui até nossos dias, já conhecemos avanços em todas as atividades humanas. Mas, também, maiores disputas no mercado de trabalho. Disputas entre sexos; métodos absurdos para a utilização do tempo; a tecnologia tomou o emprego das pessoas; trabalho, eminentemente, feminino como o de telefonistas foi substituído pelas centrais telefonicas

É melhor parar. Tudo isso e muito mais é de conhecimento e teses de estudos dos administradores públicos e privados, economistas e tantos especialistas dos dias atuais.

No entanto, nada impede que relembremos as palavras de Bertrand Russell: (Quero dizer, com toda seriedade, que muitos malefícios estão sendo causados no mundo moderno pela crença no caráter virtuoso do TRABALHO, e que o caminho da felicidade e da prosperidade é a sua redução organizada).

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