Psicopatia


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“Um psicopata não criminoso tem, ao contrário, dos que cometem ações punidas pela justiça, características que lhe permitem “uma rápida escalada de poder em algumas profissões”, prejudicando os outros e utlizando-os em seu benefício para subir na empresa, eliminar a concorrência ou manter-se no poder por formas moralmente censuráveis, ainda que nunca chegue a cometer atos ilícitos”. (Catarina Iria, membro do Centro de Psicopedagogia da Universidade de Coimbra, Portugal. Saúde SA).

Crianças em tenra idade (3-4 anos) que não têm apêgo a pessoas, objetos, são “frias” em seus relacionamentos, que não obedecem aos pais ou responsáveis, precisam de ajuda de especialistas como medida preventiva de uma vida futura mais saudável para si e para os outros, talvez.

A vida de um psicopata (clique aqui), desde cedo, é pontilhada de pequenos roubos, de enganações, de manipulação de pessoas fazendo-as acreditar em seus “sonhos de grandeza”, de frieza nos relacionamentos afetivos ou não, “com total ausência de compaixão, sem nenhuma culpa pelo que fazem ou medo de serem pegos, além de inteligência acima da média”.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) coloca esses indivíduos numa situação de portadores de uma deficiência. No meio comum, essas pessoas são chamadas de monstros, gênios malígnos. Essa deficiência é conhecida pelos especialistas como Psicopatia, Sociopatia e Transtorno de Personalidade Antisocial.

São pessoas que podem ser comparadas a assassinos em série e sofrem da mesma “doença” de alguns políticos, de executivos, empresários, líderes religiosos, por exemplo.

Segundo dados estatísticos, entre 5 a 6 milhões de brasileiros sofrem desse transtorno (o que equivale de 1% a 3% de nossa população), além do que, entre a população carcerária em nosso país, 20% desses presos são portadores de psicopatia, conforme salienta a psiquiátra forense Hilda Morana, do Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo (IMESC).

A boa notícia é que a grande maioria não é violenta, não comete crimes, mas “andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, se aproveitando de pessoas vulneráveis e deixando carteiras vazias por onde passam”, afirma o psicólogo canadense Robert Hare, professor da Universidade da Colúmbia Britânica e um dos maiores especialistas no assunto.

Apesar de Philip Pinel já ter escrito algo como “Loucura sem delírio”, no século XVIII, foi somènte com o psiquiatra americano Hervey Cleckley em seu livro The Mask of Sanity, em 1941, que se produziu o primeiro estudo consistente sobre Psicopatia, citando casos de pacientes com charme acima da média, capacidade de convencer qualquer um e ausência de remorso.

Os psicopatas não tem crises como tantos outros portadores de doenças mentais e o seu transtorno é constante ao longo da vida.

As características de um psicopata

inteligência: é maior do que a média das pessoas;

egoísmo: é “o dono do mundo”. Faz suas próprias leis, sem se importar com as outras pessoas, muito menos, com o bem comunitário;

charme: sua facilidade em convencer pessoas vulneráveis através de um discurso envolvente e galanteador permite ser “líder”;

habilidade para mentir: conta mentiras como se fossem verdades absolutas. Não consegue distinguir entre veracidade e falsidade;

ausência de culpa: não se arrepende dos seus erros “nunca erra”. Sempre culpa as outras pessoas por seus erros ou fracassos;

frieza: não se mostra reativo a pessoas chorando e é capaz de terminar seus relacionamentos afetivos sem dar a menor explicação à outra pessoa;

espírito sonhador: vive “nas nuvens”. Adora falar dos “feitos” do passado e da “glória” que o futuro lhe reserva;

parasitismo: ao conseguir a confiança de alguém, aproveita-se da situação e suga essa pessoa até o limite de suas necessidades.

Como alguém já falou, esses sujeitos só conhecem “a letra de uma canção, mas não a música”. São incapazes de enxergar e sentir emoções.

A Neurologia e a Neuropsiquiatria identificam uma área específica do cérebro, chamada de Brodmann 10, como responsável por julgamentos morais feitos por nós, humanos. Segundo estudos realizados com imagens de ressonância magnética, os psicopatas ativariam bem menos essa área do cérebro que as pessoas normais. Todavia, não está demonstrado, com precisão, se essa deficiência é inata (se está “escrita” na cadeia de DNA) ou se é adquirida após o nascimento da pessoa.

Por enquanto, não há perspectiva de cura.

OBSERVE, pode ser que ao seu lado esteja um psicopata!

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