Pessoas – Uma Nova Visão


 

Christmeditatingonwater_8.jpg Elevação Espiritual

luv.jpg Pessoas - Uma nova visão

 

 

 

 

 

 

“Eu prefiro boas pessoas do que bons técnicos porque boas pessoas poderão sempre ser bons técnicos mas, muitas vezes, bons técnicos jamais serão boas pessoas”. (LAERTE MAUÉS).

A vida do ser humano é finita. As atividades inerentes à existência dele parecem, todavia, infinitas. A nível sociológico, em que poderíamos incluir em seu contexto as diversas categorias de trabalho enquanto profissão, fica bem mais claro essa assertiva.

Na área médica, por exemplo, conhecemos, atualmente, um grande número de especialidade, na advocacia idem e isso ocorre em todos os campos de atuação do ser humano.

As condições de vida, hoje, salientadas pelo “progresso”, exigem em seus aspectos de sobrevivência econômica uma gama de profissões desconhecidas até pouco tempo atrás.

São “exigências” de um mercado de trabaho multifacetado com a iniciativa da administração pública e/ou da iniciativa privada para a execução de tarefas jamais imaginadas em tempos idos.

A modernidade com sua globalização nos trouxe muitos desafios com mudanças céleres e significativas aos indivíduos e às corporações.

Já não podemos mais enxergar as pessoas como simples objetos em que seus desejos, suas emoções e sentimentos não compõem, na maioria das empresas, o seu arcabouço existencial. Precisamos, urgentemente, vê-las em sua totalidade (bio-psico-social-espiritual) resgatando a auto-estima, o prazer pelo trabalho, a valorização enquanto PESSOA e não mais ou tão sòmente o profissional.

É do conhecimento, principalmente, dos administradores e economistas que, durante a Era Industrial, as pessoas eram valorizadas enquanto “executoras de tarefas”, eram necessárias mas substituíveis. A qualquer momento de “turbulência” na empresa as pessoas tornavam-se o primeiro alvo da contabiidade enquanto despesas compurscando sua individualidade e desvalorizando seu talento, suas motivações e até, infelizmente sua genialidade.

O progresso científico nos levou ao microcosmo e nos impulsiona para o macrocosmo. Cientistas em todo o mundo trabalham para modificar a água do mar, transformar o robô em pessoa, mandar sondas aos confins do Universo (?!), fabricar “armas inteligentes”, criar órgãos artificiais de plástico cada vez mais “humanos”, controlar efetivamente, a energia termonuclear, produzir substâncias sintéticas mais eficazes e tantas “maravilhas”, para este mundo contemporâneo. Discordar? Não!

O que, todavia, há de se perguntar é o que o ser humano criou, fabricou, produziu para melhorar nossas Relações Interpessoais?

Qual droga ou substância foi descoberta que proporciona AMOR, COMPREENSÃO, DISCERNIMENTO nas relações entre as pessoas? Que comprimido, aparelho ou equipamento é utilizado para evitar que se mate alguém por causa de um picolé?

Sobre o nosso bem estar material nada a discutir pois aí estão o avião, o navio, o condicionador de ar, o computador, o carro, a televisão, o controle remoto, o chip, o celular, etc.

Apesar de todos esses avanços tecnológicos vemos as pessoas angustiadas, frustradas, sem rumo nas empresas em que trabalham, sem higidez mental, psicológica e espiritual em seus relacionamentos sociais seja em casa, no trabalho ou no lazer. Vivem muitas vezes “um faz de conta”.

Sentem-se despreparadas e incapacitadas para efetivar mudanças com medo à exposição pública, até porque “uma andorinha só não faz verão”. Mantem-se satisfeitas em seu status quo em uma área têmporo-espacial conhecida pelos psicólogos como “zona de conforto”.

Elas não progridem ou progridem pouco em seus trabalhos apesar do massivo investimento das empresas em treinamento de seu pessoal.

Treinamento em cursos, oficinas e encontros de qualificação e aperfeiçoamento com a intenção quase que exclusiva de baratear custos de produção e melhorar a qualidade dos  produtos ou serviços produzidos.

E as relações humanas? Ficam relegadas a um segundo plano demonstrando pouca importância das empresas à tarefa de socialização de seus funcionários.

Sabemos, ainda, da influência, cada vez maior, dos meios de comunicação e da tecnologia nas relações humanas. Observa-se, todavia, que essa influência, de aspecto frio, conduz os seres humanos a um comportamento individual e egoísta.

Mister se faz salientar, até por um dever de justiça, que empresas em nosso Estado, em nosso Brasil e pelo mundo afora, começam a implantar ou já implantaram  uma administração voltada para “as pessoas como investimento” com uma visão geral em seus aspectos econômicos, sociais, ambientais.

É necessário, é obrigatório que não percamos de vista a lucidez de Ugo Apollônio ao indagar:

“Que sentido pode ter esta angustiante corrida para o dia de amanhã? Para onde nos levarão os geneticistas, os físicos, os cibernéticos, os bioquímicos, os psicanalistas? Além disso o que acontecerá com esta sociedade de consumo em que o bem estar material foi exaltado em detrimento dos valores espirituais? O que poderão fazer as gerações futuras para sair da atual e atroz solidão da alma? Demonstrando como a genética e a física nuclear de um lado e a astronáutica do outro alargaram em demasia os horizontes temporais e espaciais da existência em direção ao infinitamente pequeno “a célula e o átomo” e o infinitamente grande “o Universo” traçando um arco que se estende do futuro biológico do homem ao futuro espiritual da humanidade. É difiícil dizer qual dos dois tenha um aspecto mais preocupante e ameaçador”.

Fonte: O homem no ano 2000

Ugo Apollônio, Editora Vozes Ltda.

“A humanidade desaparecerá sem ter compreendido o segrêdo dos segrêdos, isto é, o porquê da própria existência”, salienta o biólogo, filósofo moralista, historiador francês Jean Rostand.

Tudo é somènte frustração, desencanto, inquietude, pessimismo, alienação? Não, não é.

Não devemos perder a esperança em um  porvir em que a nossa GRANDEZA individual será a alavanca para o engrandecimento espiritual da humanidade. Precisamos verdadeiramente, praticar de maneira desinteressada o bem comum. É necessário o desapêgo (doentio) ao materialismo buscando dentro de cada um o realce dos valores humanos baseados em princípios impulsionadores das relações saudáveis entre as pessoas.

Precisamos compreender o problema maior, fundamental, que nos causa tanta dor. Ao fazermos isso poderemos, de forma clara e insofismável, romper com os elos da corrente do “velho pensar”.

Como Jesus nos ensinou: “os paradigmas como as tradições demoram a fenecer”.

Que cada um de nós, como o passarinho no incêndio da floresta, faça a sua parte, dê o primeiro passo.

Não esqueçamos as palavras de G. Perez: “todas as maravilhas existentes na natureza, dos minerais às plantas e aos animais são revelações divinas, mas só o organismo humano é a obra-prima”.

Precisamos adoecer ou já estarmos doentes mental e espiritualmente para nos lembrarmos da ingratidão, da maldade, da subserviência, do ódio, e de tantos nefastos sentimentos?.

Como diz a Seicho-no-ie: “Quem pensa em saúde tem saúde; quem pensa em doença tem doença”. Você acorda, almoça e janta com notícias radiofônicas e televisivas agradáveis, saudáveis? Você aceita que precisamos de paz, de harmonia mas só escuta  e lê notícias sobre atentados, assaltos, mortes, desgraça humana?

Assim fazendo seremos pessoas fraternas, solidárias, pacíficas ou indivíduos belicosos prontos a nos “defendermos ante o perigo”?.

Como seremos boas pessoas se, no mundo de hoje, ser solidário, afetuoso, leal, carinhoso é “estar ultrapassado”? Para sermos boas pessoas não precisamos abrir mão de nossa autonomia (quando os valores consuetudinários são a bússola de nosso caminhar pela vida) e, muito menos olharmos para as fraquezas alheias como resposta à falta de iniciativa de nossa parte à proposição de mudanças individuais e sociais necessárias a uma existência mais pacífica, pelo menos.

Estamos assumindo responsabilidades, exercendo liderança em nossas atividades, principalmente em nosso trabalho? Estamos esperando que alguém faça o que deveríamos fazer e quando dá errado culpamos essa pessoa por esse fracasso? Que bloqueio nos impede de emitir nossa opinião em determinados assuntos sobre os quais temos amplo domínio?

Precisamos, urgentemente, reavaliar nossa visão de mundo. Nós temos escolhas a fazer, diariamente, em nossas vidas pessoais e em nosso trabalho. Se um administrador, gerente ou chefe não está capacitado e habilitado a executar suas tarefas com dignidade respeitando seus semelhantes não significa que sejamos tão ou mais incapazes do que ele.

Como colocaremos nossa força maior de trabalho à disposição da empresa em que trabalhamos se não somos tratados com justiça em nossas relações, se nosso salário não é justo, se não ouvem nossas opiniões, se a execução de nossas tarefas parecem sem sentido, se não há verdade nas relações entre empregados?

Dirão alguns: e por quê aceitou o trabalho? E “dirão” algumas empresas: pode sair, não faz falta; existem milhares para esse lugar.

É assim, dentre outras tantas opiniões, que transformamos PESSOAS em COISAS.

E coisas são controladas, são gerenciadas, são contabilizadas.

Pessoas, não; elas são valorizadas, respeitadas, são CONQUISTADAS para que de bom grado coloquem todo seu potencial físico, psicológico, espiritual à disposição do seu trabalho; sentem-se animadas, cooperam com prazer, desempenham suas tarefas com alegria, sentem-se parte integrante da empresa.

Jesus dizia sobre os integrantes do Sinédrio: “São cegos conduzindo cegos”.

Para conduzirmos pessoas precisamos ter o conhecimento técnico-científico mas, acima de tudo, comando moral. Precisamos inspirar e movimentar pessoas através da nossa competência, do nosso caráter descobrindo em cada uma delas sua força, seu talento, sua genialidade.

Sabemos pela psicologia que “ninguém muda ninguém” e quando alguém muda por que quer mudar essa mudança ocorre de dentro para fora, em primeiro lugar. E quando essas pessoas mudam o fazem porque tiraram de si as teias tecidas pela ignorância educacional (em seus aspectos informal e formal), cultural e principalmente espiritual. Quem sabe, deixaram de considerar, ávidamente a premissa maior do “Deus” de Talião: “olho por olho, dente por dente”. Deixaram de enaltecer, em demasia o materialismo selvagem, a “luta” pela sobrevivência, a “briga” pelo sucesso, a “batalha” pelo poder, a “guerra” por um lugar ao sol (?!).

Como mudar se as pessoas não conseguem enxergar sem a miopia do egoísmo, das “mazelas” psicológicas/mentais, do fanatismo religioso, da falta de juízo crítico, da perpetuação dos “valores modernos” do ter em detrimento do ser? As pessoas corajosas que dão o primeiro passo para as mudanças que lhes são necessárias sabem o quanto essa atitude representa de “desgaste” em suas vidas. Mas, mesmo assim, veladamente, elas são respeitadas e, na maioria das vezes, influenciam e inspiram outras pessoas a encontrar também, a sua vontade interior.

Como dizem os mais jovens, “estamos fazendo a diferença”? Estamos colocando em prática todas as nossas potencialidades?

“Todos nós podemos decidir conscientemente deixar para trás uma vida de mediocridade e tomar o caminho de uma vida de grandeza em casa, no trabalho e na comunidade”. (Stephen R. Covey, O 8º Hábito, da Eficácia à Grandeza, editora Campus).

O conhecimento que temos é só nosso ou estamos dividindo-o com outras pessoas? Devemos ensinar, aprendendo; melhor, ainda, é relembrar que “o maior de todos é o servidor dos outros”.

Em seu livro “A Return to love: Reflections on the Principle of a Course in Miracles (Nova York: Harper Collins, 1992), Marianne Williamson fala de “dons de nascença” afirmando que “é nossa luz, não nossa escuridão, o que mais nos apavora. Perguntamos a nós próprios, quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso, fabuloso? Na verdade, por quê não sê-lo? Somos filhos de Deus. Fingir sermos pequenos não serve ao mundo. Não é nada iluminador encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras à sua volta”.

Todos fomos feitos para brilhar, como as crianças. Nascemos para manifestar a glória de Deus que há em nós. Não em apenas alguns de nós, mas em todos nós. E se deixarmos que nossa própria luz brilhe, inconscientemente estamos dando permissão a outras pessoas para fazerem o mesmo”.

Algumas pessoas deixam de assim proceder porque se sentem “vítimas do sistema”, porque não tiveram oportunidades que outros tiveram (sic),  porque não se sentem tão inteligentes quanto outros! Quem assim se expressa, provavelmente, faz parte da cultura da culpa e do medo tão acentuados em nossa sociedade atual. O ser humano já nasce com medo ou têm razão os estudiosos da psicologia quando dizem que uma criança desde seu nascimento até os 10 (dez) anos de idade, mais ou menos, recebe, em torno, de 100.000 (cem mil) NÃO de seus pais ou responsáveis? Condicionamento do pessimismo adulto?

De uma forma ou de outra, as pessoas têm liberdade de escolhas e podem mudar uma vida atribulada pelos desejos não realizados; uma vida de frustração por não alcançarem os objetivos planejados, uma vida de inquietação por temor às circunstâncias das relações sociais.

Por vivermos em sociedade, fazemos parte dessa troca de informações-benéficas ou malévolas, que, a priori, parecem nos moldar. As pessoas nos influenciam, certamente, mas não somos o resultado do tratamento que elas nos dispensam. Temos escolhas!

Escolha de pensar, por exemplo. O que se pensa, é o que se sente e é como se age. Como ensinava William James, filósofo e psicólogo, “ao mudarmos o nosso modo de pensar, também, mudamos nossas vidas”.

Vivemos em um mundo em que as injustiças parecem prevalecer em todas as dimensões da existência. E o dia a dia nos mostra, por exemplo um chefe incompetente em seus afazeres, incapaz de arregimentar pessoas para a execução de um trabalho coletivo.

Todavia, se nada pudermos fazer para melhorar uma situação como essa, podemos, no mínimo, evitar a contaminação dessas fraquezas em nossa volta. É preciso compreender o que Jesus nos ensinava quando dizia: “O mal de um dia por si só se basta”.

Não transformemos as fraquezas de outras pessoas em nossos tormentos pessoais. Procuremos na sabedoria milenar que “a suavidade na ação, unida à força de decisão traz boa fortuna”. Seja sábio. Faça como “a água que flui para o que é úmido e como o fogo que volta-se para o que é seco”.

Observe os princípios naturais; são universais, atemporais. Basta lembrar Fernando Pessoa que desafiava a todos, ensinando: “Não nascem no inverno os lírios do campo”. Esses princípios não mudam, transcendem o tempo e o espaço. Em algumas culturas eles parecem até eliminados mas, mesmo que não queiramos enxergá-los, estão presentes (bondade, integridade, honestidade, justiça, etc.). São alicermos da verdadeira autoridade, que é a AUTORIDADE MORAL.

Todas as pessoas tem valores. Resta saber se são valores baseados em princípios!

Um ser humano dotado de força espiritual, mesmo que não tenha poder externo, é possuidor de superioridade interior e de força capazes de tolerar as consequências da insensatez humana.

Não desanime. “A espera não é uma esperança vazia. Só quando se é capaz de ver as coisas  diretamente, tais como são na realidade, sem se deixar enganar nem iludir, é que surge uma luz que promete reconhecer o caminho para o sucesso”.

Essa escolha delonga tempo, sacrifícios pessoais e bastante coragem para enfrentar os valores humanos atuais.

“Quem não for capaz de mudar o próprio tecido de seus pensamentos, nunca será capaz de mudar a realidade e, portanto, nunca fará progressos”. (Michael C. Thomsett, North Carolina: McFarland & Company, 1997).

Acredito ser necessário, neste momento, relembrar Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Maomé, Martin Luther King, Buda, Jesus e tantos e tantos outros.

Fizeram revoluções “desarmadas”. Não é verdade, “armados” sim, com o sentimento maior da humanidade: o AMOR.

Não sejamos ingênuos. Aquele que costumeiramente transgride deve ser punido. Mas também se sabe que “o castigo nunca é um fim em si mesmo. Deve servir apenas ao restabelecimento da ordem”. Violência gera violência, emsinavam nossos ancestrais.

Preocupa-nos estarmos, talvez, vivenciando uma situação de ANOMIA. Nas palavras  de Émile Durkhein: “um estado de transição entre uma sociedade primitiva e uma mais complexa, o que causa o desregulamento que determina um descumprimento das normas e das regras estabelecidas”.

A etnopsiquiatria ao estudar o fenômeno AMOK, na região da Malásia, afirmava que “é como se o indivíduo estivesse devolvendo à sociedade o que lhe foi imposto”. Será que o que damos é o que recebemos? Tiremos nossas conclusões.

Somos maravilhosos, somos geniais, somos divinos. Busquemos forças dentro de nós. Ultrapassar o caos, modificar esse estado doentio do nosso viver, enxergar sem vendas, enfim são alguns de nossos maiores desafios. Mesmo que a impessoalidade das relações humanas, a indiferença afetiva e o isolamento aos quais os indivíduos se sujeitam  nas grandes metrópoles, conforme George Devereux, considerado o pai da Etnopsiquiatria, sejam verdades incontestáveis, ainda, assim possamos todos nós buscar a higidez física, psicológica, social e espiritual.  Até porque Erich Fromm defendia a tese de que uma sociedade poderia tornar-se louca, delirante..

Nossa sociedade se caracteriza pelo consumismo e sabemos que uma boa propaganda é capaz de ofuscar uma razão fragilizada pela ausência de um respaldo epistemológico.

A humanidade deve colocar sua inteligência, seu conhecimento, seu talento, sua genialidade à disposição da reorganização de um mundo sucumbido pela ganância, pela avareza, pelo egoísmo e pela falta de AMOR.  Como o Mestre nos ensinou, está na hora de acabar com o “inverno materialista” e fazer surgir a “primavera espiritual”.

Para aprender é necessário desaprender…algumas coisas! Coloquemos a fé ao lado da ciência e vice-versa. Alguns cientistas e pensadores acham isso possível.

Nosso egoísmo exige, na maioria das vezes, que nossas ações alcancem, imediatamente, o retorno dos esforços dispendidos e tragam, como consequência, a obtenção dos resultados desejados. Uma organização que perdura por duzentos anos ainda tem à frente o seu fundador? E os nossos filhos e netos devem viver em um mundo de violência, agressão? Devemos dar o primeiro passo para a concretização de sua felicidade futura.

Anthony Store, psicanalista inglês, nos oferece um paradoxo, deveras, preocupante afirmando que as mesmas qualidades que têm conduzido o ser humano a extraordinárias conquistas são as mesmas que poderão destruí-lo. Mas interroga com inequívoca preocupação e esperançosa responsabilidade de mudanças sociais – “a  agressão é um impulso inato e instintivo que, como o instinto sexual, busca expressão espontânea, ou se, ao contrário, é  apenas uma resposta a circunstãncias externas adversas e não um instinto?

Já ressaltamos a necessidade de, através do nosso juízo crítico, escolhermos mudanças em nossas vidas. Que o julgamento humano leve ao discernimento de que qaundo as situações ficam fora de controle há a necessidade da interveniência do Estado com regras, normas e leis ressaltadas diante da educação, do bom senso e, principalmente, do amor. Disse uma emérita juíza de Direito que a educação é a condição principal para se evitar tanta violência em nossas vidas. Humildemente, não só concordamos, como, data vênia, acrescentamos a extrema  importância  da doação do amor das pessoas às outras.

Os problemas da humanidade são crônicos e, por conseguinte, do conhecimento de todos os seres humanos.  Muito se tem feito  para resolvê-los sem, contudo, extirpá-los da nossa convivência.

Uma criança não pode andar antes de engatinhar e tampouco correr antes de andar. Não esqueçamos as leis naturais.

Também não podemos esquecer que a reciprocidade de atos saudáveis entre nós permite alimentar o respeito mútuo tornando um imperativo moral entre as pessoas.

Queremos amor, paz, harmonia. Queremos uma vida mais alegre, saudável, então, não esqueçamos Gandhi: ” devemos nos tornar a mudança que queremos para o mundo”.

Não esqueçamos nossa prole; nossos filhos e netos precisam confiar em nossas atitudes. Terem a certeza de que estamos fazendo o melhor para nós e para eles. Deixar-lhes um legado de indubitável mudança de valores. Valores embasados em princípios.

Até porque “quando confiam em nós estão nos elogiando mais do que quando nos amam”. (George McDonald).

Amor. Esta palavra é mágica. É a força maior do Universo. Transmite compreensão, discernimento, paz, felicidade, confiança, honestidade, integridade, bondade, perdão. Os caminhos estão à nossa frente. Escolhamos aquele  que possibilite melhores relações pessoais e “então talvez a atitude hostil, oriunda do medo e da suspeita, que está latente com mais ou menos força em cada ser humano, e que intensifica cem vezes todos os impulsos de destruição dentro dele, cederá lugar a sentimentos mais amáveis e mais confiantes para com seu próximo, e as pessoas poderão habitar o mundo juntos em maior paz e boa vontade do que agora”. (Melanie Klein).

 

Anúncios