Os Idosos (Terceira Idade)


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Vamos  contar  uma pequena  estória e como qualquer uma que se preze ela começa assim: “Era uma vez  um país onde as pessoas de mais idade eram respeitadas, valorizadas, amadas. As crianças, os jovens e os adultos tinham orgulho de seus pais, avós, a ponto de intrigar  as pessoas que visitavam aquela terra.

Alguns  desses  turistas  chegavam  a indagar sobre aquela situação tão inusitada nos dias atuais.

O que faz  vocês viverem tão bem com as pessoas idosas? Descobriram algum  “bálsamo milagroso”, alguma  técnica psicológica, algum milagre social?

Os habitantes nativos desse lugar riam às indagações dos estrangeiros e respondiam da maneira mais cordial possível.

Não só vivemos felizes com nossos velhos mas entre todos nós existe felicidade.

E como acontece isso?

Mais  uma vez, as pessoas locais mostravam-se inquietas  pela falta de   atenção dos estrangeiros que não percebiam os acontecimentos à sua volta.

Nós nos amamos!

Não é possível, só isso? Retrucavam.

Como só isso?! São séculos e milênios de ensinamentos do Creador através de “pessoas” como Krishna, Maomé, Buda, Jesus para não citar tantos outros sobre o dom maior do Universo, o AMOR. Simples!

Utopia. Voltemos, então à realidade.

Dados Estatísticos

No Mundo

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) os idosos são:

Pré-idosos – pessoas entre 55 e 64 anos de idade;

Idosos jovens – aqueles que se encontram na faixa etária de 65 a 79 anos, sendo que na Ásia e na região do Oceano Pacífico essa faixa de idade fica entre 60 a 69 anos;

Idosos com idade avançada – dos 75 aos 80 anos, sendo a maior parte do sexo feminino.

Os registros mostram que em 2008 os idosos com idade igual ou maior que os 65 anos eram 506 milhões no nosso planeta e que os níveis de fertilidade, a redução das taxas de mortalidade além de outros índices elevarão esses dados para 1,3 bilhão de idosos em 2040 correspondendo esse número a 14% da população global.

É interessante ressaltar que, a cada mês, 870 mil pessoas completam 65 anos de idade e que em 10 anos esse número aumentará para 1,9 milhão por mês.

Essa situação levou muitos países a tomarem medidas acauteladoras no sentido de reformularem os sistemas de seguridade social com o aumento da idade mínima de aposentadoria (tendo em vista a pressão que esse grupo de pessoas exerce sobre os fundos de pensão e os serviços de saúde, por exemplo), com a elevação da contribuição dos trabalhadores à Previdência e fortalecendo o financiamento do setor privado.

Pela primeira vez na história, de acordo com a Organização Mundial de Saúde/OMS, até o ano de 2025, o número de idosos será maior que o de crianças no nosso planeta. O motivo principal para esse fato é a elevação da expectativa média de vida devido ao avanço da medicina e a melhor qualidade de vida.

Não devemos esquecer que esses dados mudam consideravelmente, entre os países industriaizados e os pobres e em desenvolvimento em todos os continentes da Terra. Nos países pobres a principal causa de mortalidade são as doenças infecciosas enquanto que as degenerativas, circulatórias, câncer são as que mais matam nos países industrializados.

No Brasil

De acordo com o censo demográfico de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/IBGE, os idosos, na faixa etária de 60 anos ou mais, correspondiam a 14,5 milhões de pessoas representando 8,6% da população brasileira.

Há uma projeção que eleva esse número, nos próximos 20 anos, para 30 milhões que representarão 13% da população de nosso país.

A condição principal para o maior envelhecimento do nosso povo é o aumento da expectativa de vida devido o avanço do campo da saúde e a redução da taxa de natalidade, entre outros. A vida média do brasileiro aumentará de 68,6 anos para 70,3 anos durante esse tempo.

Apesar de já existir uma Política Nacional do Idoso desde 1994, foi aprovado em 2003 o Estatuto do Idoso cujos principais pontos referem-se aos direitos dessas pessoas quanto à saúde, transportes coletivos, violência e abandono, lazer, cultura e esporte, trabalho, habitação.

O censo do IBGE nos alerta para alguns fatos de extrema importância para o planejamento das atividades das pessoas nessa faixa de idade.

As mulheres vivem, em média, 8 anos mais que os homens e representavam, em 1991, 54% da população idosa do Brasil com um percentual de 55,1% no ano do censo (2000).

Em 2000, 62,4% dos idosos eram responsáveis pelos domicílios sendo que 37,6% do sexo feminino. Os dados educacionais mostram que 64,8% dos idosos sabiam ler e escrever um bilhete simples e desse percentual 67,7% eram do sexo masculino e 62,6% de mulheres. Ainda temos, infelizmente, 5,1 milhões de idosos analfabetos.

O levantamento do IBGE quanto às condições econômicas revelam, ainda, uma disparidade entre os salários de homens e mulheres.

Fonte: Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP)

Censo Demográfico de 2000 (IBGE)

Envelhecimento

“Para tão grande Rei, tão curta vida” (Salomão)

Desde tempos idos o ser humano buscava a “fonte da juventude” que pudesse lhe dar a imortaidade e, por conseguinte, a felicidade plena. A história está repleta de poetas, filósofos, médicos que escreveram sobre a mitologia de seres imortais e a Bíblia dentre outros vários escritos ressalta a longevidade de pessoas que viveram por muitos anos.

Hesíodo (poeta), Aristóteles (filósofo), Galeno (médico), todos gregos, acreditavam em “algo” inerente ao ser humano que o levasse a viver mais. Em tempos mais modernos, homens de luz como Bacon, Descartes, Benjamin Franklin tinham crença que a velhice seria “vencida pelo desenvolvimento científico”.

Em 1867, em pleno século XIX, um médico francês, Jean Marie Charcot, escreveu o primeiro trabalho científico de que se tem notícia sobre a velhice. Não nos cabe, neste trabalho, discorrer sobre todos os aspectos biológicos, psicológicos e sociais do envelhecimento mas tecermos, tão somente, algumas considerações que possam contribuir para o entendimento desse estágio de vida do ser humano.

Que se relembre, todavia, o que os médicos da medieval Escola de Medicina de Salerno, cidade costeira e cosmopolita do sul da Itália, ensinavam:

“Aquele que queira chegar a velhice, deve ser desde já quando jovem um velho por seus costumes e sua conduta”.

Sabemos que as doenças mais comuns nessa idade são cardiovasculares (angina, infarto, hipertensão arterial), diabetes, neurodegenerativas (mal de Parkinson, mal de Alzheimer), câncer, acidente vascular cerebral/avc (“derrame, osteoporose, enfizema e bronquite crônica, depressão, catarata, dentre tantas outras e que é recomendado pelos médicos que os idosos para melhoria de suas vidas sigam algumas recomendações como: alimentação correta, exercícios físicos, uso adequado de medicamentos e aplicação de vacinas, cuidados com o sono e com a saúde bucal, com a prevenção de acidentes domésticos, etc.

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