Pânico, Fobias, Obsessões


psicologia-1

images.jpg Pânico

 

Todas as “disfunções” do vivenciar humano, quer sejam de origem orgânica (de natureza anatômica ou bioquímica) que caracterizariam um transtorno endógeno, quer sejam de natureza psíquica ou oriundas das relações  do indivíduo com o meio em que habita (exógeno) aconteceriam pela falta do disparo de um “gatilho” pré-existente em nossa configuração espiritual chamada AMOR?

Não tornemos os fatos tão simplistas mas, também não deixemos de indagar se tantos estudos e pesquisas (maravilhosas, por sinal) sobre ansiedade, desde os tempos da Grécia antiga (da Retórica, de Aristóteles passando pelo teatro de Ésquilo), dos grandes pensadores e místicos da Igreja, Pascal, Kierkegaard, Martin Haidegger, Kraepelin, Kurt Schneides, Henri Ey, Freud, Michel Foucault e, mais recentemente Édourd Pichon, J. Costa, Léon Michaux, Juliette Boutonier, Nobre de Melo, Valentim Gentil e Francisco Lotufo-Neto, Mário Eduardo C. Pereira, esgotaram o tema ou, apenas, “passaram de raspão” sobre o assunto?.

Em seu livro “Stress without Distress”, publicado por J. B. Lippincott Company, Filadélfia, e traduzido para o espanhol com o título “Tensión sin angustia” (EDITORIAL LABOR, S.A.), Hans Selye ressalta que “ao longo dos séculos formulou-se todo gênero de remédios para conquistar a paz e a felicidade mediante progressos técnicos ou políticos, um nível de vida mais elevado, uma melhor aplicação da lei ou uma estrita adesão às ordens ou ensinos de um determinado chefe, sábio ou profeta”.

E, em seguida, arremata: “os que tinham crença na infalibilidade do seu Deus ou em seu código particular de conduta se achavam relativamente equilibrados e se sentiam felizes, sem que lhe importassem se poderiam ou não demonstrar se o que acreditavam era correto. Ao menos a fé dava aos homens uma orientação, a base de um compromisso, de uma auto-disciplina e de uma ação que é indispensável para evitar uma conduta anormal ou caótica. Mas, eventualmente, as convicções que guiavam um grupo de pessoas chocavam de forma invariável com as de outro e os conflitos se tornavam inevitáveis. A “autoridade indiscutível” (Deus, Rei, Chefe Político) de um grupo era não somènte discutida, senão, além disso, atacada pelos demais”.

Há que se salientar,  também, o que disse Karl Popper: “Uma lei da natureza não prescreve, senão que descreve. Uma lei da sociedade ordena o que podemos fazer ou que não podemos fazer. Pode ser desobedecida, que é a única justificativa para que seja formulada. Uma lei da natureza, por outro lado, nos diz, simplesmente, o que sucede sob umas condições determinadas (por exemplo, a água ferve a 100 graus celsius)”.

Creio, como tantos outros que para se ter paz de espírito e satisfação através da expressão de nós mesmos deveríamos nos comprometer a trabalhar em prol de uma causa que possamos respeitar.

Sabemos que qualquer tipo de atividade normal (um jogo de futebol, um abraço apaixonado, a expectativa de uma prova, etc.) pode produzir uma considerável tensão sem, contudo, causar efeitos nocivos. É sabido que a “tensão prejudicial ou desagradável é a angústia”.

Por ser, hoje, um problema médico-social de nossos dias, a ansiedade, que em maior ou menor intensidade, afeta a todos nós, necessita ser melhor compreendida pela população leiga e bem mais assimilada por profissionais que lidam, diariamente, com a alta incidência dos transtornos ansiosos.

Não nos cabe ensinar “Pai-nosso a vigário”. Não é nossa intenção demonstrar erudição  nessa área da Medicina mas tão somente informar de maneira simplista dados sobre esse transtorno com presunção de que isso possa evitar, se possível, atingir os patamares das fobias e do pânico.

“Não é demais lembrar que, em um período qualquer de 6 meses, os transtornos ansiosos em São Paulo, acometem 7,3% dos homens e 13,9% das mulheres, atingindo especialmente os grupos mais jovens; em termos de saúde pública, é uma alta incidência!” (EDUARDO MARCONDES, Professor Titular de Pediatria e Coordenador do Projeto Editorial da FMUS).

Como se vê, os transtornos fóbico-ansiosos (clique aqui) são surpreendentemente prevalentes na população.

A ansiedade, na compreensão de AUBREY LEWIS (1967), é “um estado emocional vivenciado com a qualidade subjetiva do medo ou de emoção a ela relacionada…ele ainda, ressalta que é uma situação desagradável, dirigida para o futuro, desproporcional (a uma ameaça reconhecível), com desconforto somático subjetivo e alterações somáticas manifestas”. (VALENTIM GENTIL).

Sabe-se que as manifestações objetivas de ansiedade são inespecíficas e que podem ocorrer de forma semelhante em outros estados emocionais como ira, medo, excitação, expectativa, etc., ou até após exercícios.

Os sintomas e sinais da ansiedade (tão bem compreendidos pelos profissionais médicos mas sem identificação precisa pelas pessoas leigas) devem ser ressaltados aqui apenas como um “clareamento” àqueles que necessitam distinguir entre um estado ansioso Normal e Patológico (doentio).

Sentir taquicardia (Aumento do número de batimentos cardíacos por minuto), sudorese intensa, ereção dos pêlos, taquipnéia (aceleração da respiração), dores musculares, contraturas, tremores, calafrios, sensação de sufocação, tensão, nervosismo, mal estar indefinido, insegurança, dificuldade de concentração, etc., não significa estar, obrigatoriamente, vivenciando um estado de ansiedade patológico.

Isso deve ser considerado levando-se em conta a intensidade, duração ou frequência com que essas manifestações ocorrem e, ainda, com a decisão arbitrária e subjetiva de quem avalia esse estado ansioso. Os profissionais médicos recorrem, após avaliação criteriosa e baseados em sua experiência, à Classificação Internacional de Doenças (CID-10) da Organização Mundial de Saúde – OMS e à DSM-IV da Associação Psiquiátrica Americana, para o diagnóstico desses transtornos.

Reflexões:

Classificação e diagnóstico dos transtornos ansiosos

Modismos?

Aprimoramento científico?

Mudanças/Adaptações?

Crescimento populacional? etc.

Agorafobia, claustrofobia, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo?

Medo de ambientes abertos? fechados?

Medo de viajar de avião? medo de cobra?, etc.

ou MEDO DA MORTE??

Anúncios